Novembro Negro

A crítica e a resistência na arte do Bando de Teatro Olodum

O Bando de Teatro Olodum foi fundado em outubro de 1990; o espetáculo Cabaré da RRRRRaça esteve envolvido numa polêmica mesmo antes de estrear;  hoje em dia, não existe nenhum vínculo entre  a banda Olodum e o Bando. Essas e outras informações estão presentes na estimulante biografia O Teatro do Bando: negro, baiano e popular, escrita pelo jornalista soteropolitano Marcos Uzel. Nela, Marcos convida o leitor a fazer um passeio por toda a trajetória do grupo criado por Márcio Meirelles e Chica Carelli. “A intenção é que sirva como um documento para a memória do teatro baiano”, é o que afirma Uzel, numas das páginas da obra, lançada em 2003. O Bando de Teatro Olodum nasceu de uma inquietação da[…]

Luiz Gama, um baiano cheio de ideais

 A breve biografia de Luiz Gama, escrita por Myriam Fraga, em 2005, dentro da coleção “A luta de cada um”, da Biblioteca Afro-Brasileira, da editora Pallas, é um convite saboroso para conhecer um dos homens mais importantes da nossa história, sobretudo quando se fala da luta abolicionista. Filho da quitandeira Luiza Mahin, africana de origem nagô, e de um fidalgo português, Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu em Salvador, em 21 de junho de 1830. Luiza, embora fosse livre, participava ativamente de levante de escravos na cidade e nos arredores. Dentre as rebeliões de que participou, a mais famosa foi a Revolta dos Malês. Os malês eram escravos muçulmanos que não se conformavam com o cativeiro e sempre tentavam fugir[…]

Cine PW: O Contador de Histórias

Salve, salve, galera! Mais uma sessão do Cine PW, especial Novembro Negro! Hoje, trazendo a obra ‘O Contador de Histórias‘, um filme de Luiz Villaça, baseado em fatos reais da vida de Roberto Carlos Ramos. Um garoto mineiro negro, de origem humilde e bem criativo. Ele recriava as histórias e causos de sua própria vida, a ponto de chamar a atenção da professora francesa Margherit Duvas (Maria de Medeiros), que veio ao Brasil para homologaolver sua tese de doutorado, escolhendo o pequeno Roberto para participar de sua pesquisa. [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=RjyTBYsJzMI&w=560&h=315]   Roberto é o mais novo de uma família de dez irmãos e, ainda com seis anos ele é levado pela mãe à antiga FEBEM, hoje Fundação Casa – Centro de[…]

Radiola PW: Zumbi

Olá colegas, tudo bem? Hoje, vamos iniciar mais uma semana do mês da consciência negra com música. Para isso, escolhemos uma canção que possui uma representatividade bastante relevante quanto ao contexto dessa época. A música dessa semana é “Zumbi”, escrita por Jorge Ben Jor, e apresentada pela primeira vez no álbum “A tábua de esmeralda” de 1972. Confira a letra: [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=XLNnUPG2_WE] ZUMBI Angola Congo Benguela Monjolo Cabinda Mina Quiloa Rebolo Aqui onde estão os homens Há um grande leilão Dizem que nele há Uma princesa à venda Que veio junto com seus súditos Acorrentados num carro de boi Eu quero ver Eu quero ver Eu quero ver Angola Congo Benguela Monjolo Cabinda Mina Quiloa Rebolo Aqui onde estão os homens[…]

“Inclusão Digital” na África

E aí, galera! Como você já sabe, a África carrega um histórico muito sofrido: de escravização de seus povos, colonização de terras, epidemias, de exploração de ouro, de diamantes, das técnicas agrícolas, das ciências e do genocídio de seus povos. E atualmente, vem enfrentando outro grande problema: grandes países, estão enviando os eletrônicos em final de vida útil para cidades da África, alegando contribuir com a inclusão digital, isso para não realizarem o descarte ideal dos equipamentos eletrônicos, pois para eles é mais fácil “doar” já que suas políticas de descarte são mais rígidas que as de exportação. Com a falta de planejamento para o descarte ideal desses equipamentos, pois chegam com vida útil bastante reduzida, eles são armazenados de[…]

Sarau de abertura da Bienal irá homenagear a literatura negra e a cultura popular da Bahia

Nesta sexta-feira (08), a partir das 14h, um sarau literário na abertura da XI Bienal do Livro da Bahia 2013 irá homenagear personalidades da literatura negra e da cultura popular baiana. Com o tema “Negras Letras da Bahia”, o sarau terá a participação de atores do teatro baiano que irão recitar contos e poesias em homenagem à Ialorixá Mãe Stella de Oxossi, ao historiador Ubiratan Castro de Araújo, ao poeta Jonatas Conceição e ao cordelista Bule Bule, que participará da abertura com uma apresentação musical. A atividade está prevista para 14h e dará início à programação da Bienal que se estende até o dia 17 de novembro, no Centro de Convenções de Salvador. Sobre os homenageados Mãe Stella de Oxossi:[…]

CINE PW: Quanto vale ou é por quilo?

Salve, salve, galera! Em mais uma edição do Novembro Negro, espaço em que nos propomos a dialogar com vocês sobre as várias temáticas que remetem a este assunto, o que nos permite discutir de que forma se valoriza @s negr@s em nossa sociedade. Nossas indicações de filmes seguem no clima dos debates em torno da temática que abarcam os povos negros, trazendo sempre obras que abordam a maneira como @s negr@s foram e são inserid@s na vida social. O que englobam as políticas públicas, políticas afirmativas, educação, expressões artísticas e etc. Hoje, a proposta é a analisarmos as problemáticas sociais abordadas no filme “Quanto vale ou e por quilo?”, do diretor Sérgio Bianchi, cujas histórias retratadas são passíveis de várias[…]

Ser negro no Brasil hoje

O livro Ser negro no Brasil hoje, da antropóloga Ana Lúcia Valente, é uma obra interessante, que traz questionamentos contundentes para o debate em torno da situação dos negros brasileiros. Lançado em 1987, o livro discute com propriedade aspectos da cultura negra e faz com que o leitor reflita sobre a temática. Logo na introdução, Ana Lúcia provoca: “Você já pensou sobre o que é ser negro no Brasil?”. E você que está lendo este texto, já pensou? O 1º capítulo, Contextualizando a questão, traz um apanhado sobre o que é ser negro no Brasil, retoma o passado e fala do falso mito da democracia racial brasileira. Para desfazer tal ideia, Ana Lúcia propõe que o preconceito e a discriminação[…]

Radiola PW: Respeitem meus cabelos, brancos

 Oi, pessoal! Tudo bem? Dentro de nossa programação do Novembro Negro, vamos falar de aspectos da arte e da cultura que dialogam com nossa identidade negra. Como novidade, estamos estreando a seção Radiola PW, em que analisaremos letras de músicas que trazem temáticas e assuntos interessantes. Hoje, vamos destacar uma canção que foi composta pelo cantor paraibano Chico César. A música Respeitem meus cabelos, brancos foi lançada no álbum homônimo, em 2002. Nela, Chico entoa um grito de liberdade e de respeito aos vários povos negros. Confira a letra: Respeitem meus cabelos, brancos (Chico César) Respeitem meus cabelos, brancos Chegou a hora de falar Vamos ser francos Pois quando um preto fala O branco cala ou deixa a sala Com[…]

Consciência para além de negra

Olá, turma esperta! Mais um novembro começando e com ele ampliam-se as discussões acerca dos povos negros e de suas conquistas até aqui. É o mês para debatermos, de maneira mais aprofundada, questões sobre como tem sido a inserção de negr@s na vida social, quais os caminhos trilhados para uma inclusão de forma justa e livre de preconceitos. É válida também a crítica de quem acredita que a discussão a respeito dos povos negros não deve se restringir a um curto período, mas ser forte o ano inteiro. Porém, também consideramos essencial aproveitar a oportunidade em que tantas ações convergem para essa discussão no intuito de promover aproximação de pessoas e coletivos para ações além novembro. Este ano, temos razões[…]

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