Lei Áurea

Luiz Gama, um baiano cheio de ideais

 A breve biografia de Luiz Gama, escrita por Myriam Fraga, em 2005, dentro da coleção “A luta de cada um”, da Biblioteca Afro-Brasileira, da editora Pallas, é um convite saboroso para conhecer um dos homens mais importantes da nossa história, sobretudo quando se fala da luta abolicionista. Filho da quitandeira Luiza Mahin, africana de origem nagô, e de um fidalgo português, Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu em Salvador, em 21 de junho de 1830. Luiza, embora fosse livre, participava ativamente de levante de escravos na cidade e nos arredores. Dentre as rebeliões de que participou, a mais famosa foi a Revolta dos Malês. Os malês eram escravos muçulmanos que não se conformavam com o cativeiro e sempre tentavam fugir[…]

Ser negro no Brasil hoje

O livro Ser negro no Brasil hoje, da antropóloga Ana Lúcia Valente, é uma obra interessante, que traz questionamentos contundentes para o debate em torno da situação dos negros brasileiros. Lançado em 1987, o livro discute com propriedade aspectos da cultura negra e faz com que o leitor reflita sobre a temática. Logo na introdução, Ana Lúcia provoca: “Você já pensou sobre o que é ser negro no Brasil?”. E você que está lendo este texto, já pensou? O 1º capítulo, Contextualizando a questão, traz um apanhado sobre o que é ser negro no Brasil, retoma o passado e fala do falso mito da democracia racial brasileira. Para desfazer tal ideia, Ana Lúcia propõe que o preconceito e a discriminação[…]

Reflexões sobre o 13 de maio de 1888 e suas consequências

“Vamos! De pé! Abram alas À ideia da Abolição! Já não existem senzalas, Foi outrora a escravidão!” (Oliveira e Silva) Olá, amig@s! Na rica história do Brasil, uma face atroz não pode ser escondida, muito embora cause-nos ainda sofrimento, é impossível deixar de refletir sobre os séculos de escravidão que foram submetid@s milhares de negr@s oriund@s do continente africano, em terras brasileiras. Num tempo em que mulheres, homens e crianças foram retirad@s violentamente de seus lares, tratad@s como mercadorias, conduzid@s nos porões de tumbeiros em condições desumanas, destinad@s a servidão além-mar, pelas mãos dos escravocratas europeus, e, de semelhante forma, ocorreu no tenebroso período da então colonização portuguesa em nosso país, iniciado em abril de 1500 no território que já[…]

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