Pluralidade Cultural

Povos Indígenas e a Tecnologia

Povos Indígenas e a Tecnologia

E aí, galera! Será que conhecemos mesmo os nossos povos? Atualmente muitas pessoas ainda acreditam que os povos indígenas devem viver reclusos na mata, isolados da civilização e longe das tecnologias. “Estar incluído nas novas tecnologias não altera em nenhum momento a identidade de nenhum povo, a identidade indígena continua viva e crescendo a cada dia. Identidade étnica não altera com sua profissão, ou com seu meio de comunicação. A identidade indígena está nos traços natos, nos ideais, na natureza está no dia a dia, está com cada um cidadão que faz parte dessa imensa família chamada indígena.” (Alex Maurício – ÍNDIO QUER SE CONECTAR E ENTRAR NA REDE, Publicado em: 28/06/2012) A internet não torna os indígenas menos indígenas,[…]

Radiola PW: Salvador, Uma Soteropolitana de 467 Anos

Radiola PW: Salvador, Uma Soteropolitana de 467 Anos

Ontem, a capital da Bahia comemorou 467 anos de existência. É impossível falar de Salvador sem citar, mesmo sendo clichê, a sua riqueza cultural. Da literatura à culinária, da religiosidade ao carnaval, da geografia à música. A metrópole pulsa! Em todos os sentidos! Das vias congestionadas aos incontáveis casos de violência urbana, do barulho dos protestos ao barulho dos sons que invadem as ruas, dos jogos de futebol às festas de largo. Quem vive em Salvador, conhece todas essas peculiaridades. Recentemente, foi eleita a Cidade da Música, pela Rede de Cidades Criativas da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Como este texto tem um quê de homenagem, e já que estamos na cidade[…]

Cor Sobre Forma

Quantos homens e mulheres você vê nesta figura? São todos homens?  Não? São todas mulheres? E realmente importa? Bem, o que vemos são cinco figuras humanas de mãos dadas, formando uma ciranda. As linhas fortes e sinuosas nos dão a sensação de movimento. A pintura Fauvista é assim. Pinceladas fortes, cores marcantes e pouco interesse pela realidade. O gênero de cada personagem pouco importa na obra, o  pintor fauvista só demonstra a alegria  e a jovialidade das dançarinas. Essa é a obra do Pintor Frances Henri Matisse, chamada de A Dança. Desenvolvido no início do século XX, o Fauvismo é uma tendência estética da pintura. As suas principais características são o conteúdo dramático nas obras e o uso acentuado de cores[…]

Cine PW – Bichas, o documentário

Olá, cinéfilos! Tudo bem? Estamos na semana de Gênero e Sexualidade e, para fomentar essa discussão, o Cine PW traz a obra “Bichas, o documentário”, um filme que retrata a vivência de seis jovens e as barreiras sociais que são encontradas no dia a dia. Dirigido por Marlon Parente, esse documento propõe uma revisão no olhar sobre a palavra “bicha”, que é comumente usada de forma ofensiva para ser tomada como um elogio, através da afirmação e do orgulho de ser homossexual. O documentário, que foi lançado dia 20 de fevereiro de 2016, apresenta também um diálogo sobre a violência e a intolerância, através das histórias que são contadas. As falas dos entrevistados provocam uma reflexão sobre os efeitos da[…]

Ser aprendiz , não existe tempo para aprender

 No último dia do 4º Encontro Estudantil, ocorreu a Premiação do Concurso Literário Roda de Prosa dos alunos do TOPA. O Topa ( Todos pela Alfabetização) realiza projetos de alfabetização com jovens, adultos e idosos desde 2007, homologaolvido pela Secretária da Educação e o governo federal. Já alfabetizaram mais de 1,3 milhões de pessoas que não tiveram a oportunidade de estudar na idade regular. Elenice Silva , 59 anos , dona de casa, de Ipiaú , aluna do projeto e autora do poema cujo título é ” TOPA”, relata que com essa iniciativa aprendeu ainda mais que escrever, ler e a criar poemas, foi um aprendizado que conservará para toda a sua vida.  Ela está feliz em participar da premiação,[…]

Memorial do TOPA: A Arte de Lembrar 4º Encontro Estudantil

Por: Joalva Moraes   Olá, pessoal! Passeando pelo 4º Encontro Estudantil, encontrei um espaço dedicado ao projeto que luta contra o analfabetismo em nosso estado, o Memorial do TOPA: A Arte de Lembrar. O TOPA (Todos pela Alfabetização) existe desde 2007 e já contribuiu com mais de um milhão de jovens, adultos e idosos a aprenderem a ler e escrever. No Memorial, podemos encontrar material didático utilizado pelos alfabetizadores, fotos, trabalhos escolares e artesanato feito pelos estudantes, além de outros itens que ajudam a contar a história do TOPA. Branca Queiroz, assessora da Superintendência, informou que o projeto está presente em todos os municípios baianos, funcionando em salas de aulas de Unidades Escolares ou em espaços cedidos por outras instituições[…]

AFRObetizando: abadá ou abatá?

Imagem: http://outraspalavras.net Axé, mano! Hã? Calma, xará! Falta pouco! Carnaval está chegando! A propósito, já comprou seu abadá? Nem só de português vive o português! Se você é tagarela, então vamos bater um papo! Você sabia que, muito do que falamos tem sua origem em línguas africanas e falamos “africanglês”? Talvez, nem precise andar com um dicionário na mochila! Pra ninguém mangar de você e achar que você é um babaca, é melhor se informar! E se alguém te chamar de dengoso, ligue não! Só não dê uma de nenê! Você não precisa mais de nenhuma babá. Também não vale xingar, ficar ranzinza ou se encher de cachaça! Anda meio borocoxô? Está com calundu porque não achou ainda um xodó?[…]

Resenha PW: Afro-Brasil em Cordel, de Nezite Alencar

“‘ – O que sabemos da África?’” boa pergunta foi feita porque a nossa visão sobre a África é muito estreita ou melhor, manipulada, distorcida e deformada, mas até agora ‘aceita’. A lei enfim determina que seja a África estudada. É justa, é necessária e também muito acertada. A visão colonialista, tão injusta e elitista tem de ser desmacarada”. As duas estrofes acima abrem o excelente livro Afro-Brasil em Cordel, de Nezite Alencar, escritora e historiadora cearense. Publicada pela primeira vez em 2007, a obra é toda escrita em literatura de cordel e traz informações eslcarecedoras sobre a história da África e dos negros no Brasil. Com um tom crítico na medida certa, Nezite fala sobre o preconceito que existe[…]

Amanhã é dia de branco?

Era uma vez… Veja o que ele fez. Ou melhor, o que ainda faz! Inicio aqui minha provocação: será que não vivemos o apartheid social no nosso estado, no nosso país? Para começo de conversa, o apartheid é uma palavra oriunda do africânder apartheid, que significa “separação” em africano. Apartheid foi um regime segregacionista e separatista da África do Sul, que deixou marcas ao longo da história. Ele negava, rigorosamente, os direitos sociais, econômicos e políticos dos negros, que eram controlados por uma minoria branca de europeus ( holandeses e ingleses). O regime vigorou até 1994. Um dos principais ícones na luta contra o apartheid foi Nelson Mandela. No Brasil, muito se lutou e se luta pelos direitos e oportunidades[…]

Novembro Negro em pauta

Como vocês já sabem, em novembro, o blog dedica todas as suas postagens para tratar de temáticas que envolvem a história e cultura africana. Isso porque, 20 de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra, dia em que se homenageia a memória de Zumbi dos Palmares e toda a luta do povo negro ao longo da história. A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) realizará uma série de atividades, em Salvador e em outras cidades baianas, para marcar o Novembro Negro. A abertura será na próxima sexta, 6 de novembro, no Museu de Arte da Bahia (que fica no Corredor da Vitória, em Salvador), a partir das 18h. Falar de negritude é falar da formação do povo brasileiro,[…]

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