Ciências Humanas e suas Tecnologias

Cemiterada: revolta popular contra a reforma higienista na Bahia oitocentista

No dia 25 de outubro de 1836, uma multidão de quase quatro mil pessoas, lideradas pelas irmandades religiosas, se reuniu para protestar contra a lei que proibia os enterros no interior das igrejas. A partir daquele ano, um local próprio deveria abrigar os mortos: o cemitério. Para atender à nova lei, foi construído o cemitério do Campo Santo, inaugurado em 1836, cabendo sua administração ao capital privado por 30 anos. Os manifestantes se encontraram no Terreiro de Jesus, no adro da igreja da Ordem Terceira de São Domingos, e de lá se dirigiram ao Campo Santo, onde promoveram um quebra-quebra. Os médicos baianos, movidos pelas ideias higienistas que chegavam da Europa, convenceram os legisladores de Salvador da necessidade de proteger[…]

Lendo a TV

Para você, tudo que passa na TV é, de fato, verdadeiro? Quantas vezes nos deparamos com afirmações do tipo: “Claro que é verdade! Eu vi passando isso na TV”? Pois é. Interpretar de forma crítica aquilo que é veiculado numa emissora de TV é um passo importante para que a gente não se deixe levar por ideologias que, muitas vezes, estão implícitas num discurso sedutor. Se hoje, quando se fala em tela, a referência das pessoas é o celular ou o computador; no Brasil, na década de 50 do século passado, a televisão foi o principal símbolo. Por aqui, a primeira transmissão de TV aconteceu em 18 de setembro de 1950. Amanhã, portanto, faz 65 anos de presença da TV[…]

Novos desafios e exigências no mercado de trabalho

Olá! Conforme a Constituição Federal de 1988, o direito ao trabalho é assegurado como direito social fundamental. Lívia Mendes Moreira Miraglia, mestre em Direito do Trabalho,pela PUC de Minas, no seu trabalho “Em O Direito do Trabalho Como Instrumento de Efetivação da Dignidade Social da Pessoa Humana no Capitalismo”, diz que: “No que cinge ao direito ao trabalho, tem-se o direito individual subjetivo de todo homem de acesso ao mercado de trabalho e à capacidade de prover a si mesmo e à sua família,mediante seu próprio trabalho, que deve ser digno.”   Então?Acredito que você conheça a frase :“o trabalho dignifica o homem”. Mas, não seria o homem que dignifica o trabalho? O próprio trabalhador, através de sua postura ética[…]

Ser Professor: Flávio Márcio

Ser Professor: Flávio Márcio

Fala, galerinha! O episódio em destaque de hoje, do quadro Ser professor, do programa Intervalo, fala de poesia e história. Em 2003, o professor de história da rede pública de ensino, Flávio Márcio Sacramento, com o intuito de deixar suas aulas mais dinâmicas e participativas, ampliando a noção de arte, literatura e história, proporcionando a seus alunos uma visão mais ampla do que é aprender criando, pensou o projeto O Ensino da História por Meio da Poesia, que vem beneficiando, anualmente, cerca de 120 alunos do 2º e 3º ano do ensino médio, do Colégio Estadual Professora Ana Bernardes, no bairro de Cajazeiras, em Salvador. A parceria entre o professor Flávio e os alunos fica evidente no quadro quando, juntos, recitam[…]

NOW: marcha das mulheres por direitos iguais

O dia 26 de agosto de 1970 foi um dia memorável! Milhares de mulheres de distintas etnias e classes sociais saíram às ruas em diversos estados da América do Norte para protestar por direitos iguais. O movimento ganhou ampla divulgação na imprensa ocidental. Mas o que essas mulheres queriam? A resposta é simples e complexa ao mesmo tempo:. elas queriam poder frequentar as instituições de ensino livremente, receber os mesmos salários que os homens para executar trabalhos semelhantes, poder colocar seus filhos em creches de tempo integral e decidir sobre o direito ao aborto. Essas mulheres não queriam mais esperar para que seus anseios fossem atendidos. Daí o surgimento do movimento que passou a ser denominado NOW, palavra que em[…]

Agosto é Tempo de Liberdade Na Revolta dos Búzios

Quem passa pela Praça da Piedade, no centro de Salvador, e se detém a olhar em seu entorno, avista as estátuas de quatro homens importantes para a história da Bahia: João de Deus do Nascimento, Manuel Faustino Santos Lira, Lucas Dantas de Amorim Torres e Luís Gonzaga das Virgens e Veiga, que foram presos, condenados e mortos na Revolta dos Búzios. Vejamos como tudo se deu: na manhã de domingo, do dia 12 de agosto de 1798, a população de Salvador acordou avistando manifestos afixados em diversos locais da cidade. Nesses boletins, o povo era convocado a lutar contra a Coroa Portuguesa, nos seguintes termos: “Animai-vos, povo bahinense, que está para chegar o tempo feliz da liberdade. O tempo em[…]

Cine Documental – Minha Escola, Meu Lugar – Pankararé

O quadro Minha Escola, Meu Lugar, do programa Intervalo, apresenta a influência histórica e sociocultural de uma Unidade Escolar baiana com seu município ou seu bairro. Neste episódio, a escola evidenciada é a Escola Estadual Ângelo Pereira Xavier e o Anexo, em Baixa do Chico – Raso da Catarina, e a aldeia Pankararé, em Brejo dos Burgos, município de Glória. Sob a liderança do Cacique Afonso e da pedagoga Patrícia Pankararé, essas unidades escolares atendem à clientela da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. O diretor da extinta Direc 10, atual NRE 24,  professor Marcos Pires, também contribui com a gestão dessas escolas. A comunidade Pankararé é incansável na defesa de uma educação de qualidade, em suas terras. Professores, dirigentes, estudantes,[…]

Os Índios ou Povos Indígenas?

Os Índios ou Povos Indígenas?

Você usa a expressão  “os Índios” para se referir aos povos indígenas? Saiba que o uso desse termo não está correto e reflete uma visão carregada de preconceito. As culturas indígenas são múltiplas, portanto, não existem expressões culturais singulares que possam identificar todas as etnias indígenas. Dizer “os índios” significa reduzir as culturas indígenas a um bloco único, essa atitude reflete uma visão estereotipada de povos, que são caracterizados, exatamente, pela diversidade de suas culturas. No episódio “Povos indígenas“, do programa Intervalo, vemos que cada grupo étnico indígena  apresenta características específicas, também aprendemos que eles são sujeitos contemporâneos, que vivem de acordo com as mudanças propostas pela sociedade. Assim, existem povos que vivem mais próximos ao litoral e assimilaram alguns[…]

Cine Documental – Minha Escola, Meu Lugar – Colégio Pedro Álvares Cabral

O quadro Minha Escola, Meu Lugar, do programa Intervalo, apresenta a influência histórica e sociocultural de uma Unidade Escolar baiana com seu município ou seu bairro. Neste episódio, a escola evidenciada é o Colégio Estadual Pedro Álvares Cabral e a cidade de Porto Seguro. O Colégio Pedro Álvares Cabral foi a primeira instituição escolar estadual de Porto Seguro e por isso participou do homologaolvimento dessa cidade, assim como da vida escolar de boa parte de seus moradores. Porto Seguro atrai baianos e turistas pelas suas belezas naturais e por ser um museu a céu aberto, pois andar pelas ruas dessa cidade é remontar a história do Brasil. A presença da população indígena também é um traço marcante desse lugar que[…]

Cine Documental – Minha Escola, Meu Lugar – Tupinambá de Olivença

O quadro Minha Escola, Meu Lugar, do programa Intervalo, apresenta a influência histórica e sociocultural de uma Unidade Escolar baiana com seu município ou seu bairro. Neste episódio, a escola evidenciada é a Escola Estadual Indígena Tupinambá de Olivença e naquele distrito pertencente à cidade de Ilhéus. A aldeia Tubinambá de Olivença possui 23 comunidades, sendo uma urbana e as demais na zona rural. A escola indígena, 14 Km de Olivença, possui uma sede na Sapucaeira, que oferece Ensino Fundamental II, e mais 18 núcleos com Educação Infantil e Fundamental I. Professores, dirigentes escolares, estudantes, caciques participam dessa produção, mostrando suas impressões acerca da Escola Tupinambá de Olivença e seu papel na afirmação e continuidade da cultura e da luta[…]

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