História

Maria Felipa – A heroína negra esquecida

Maria Felipa –  A heroína negra esquecida

Olá, pessoal! Quem aporta nas praias da Ilha de Itaparica, localizada na Baía de Todos os Santos, talvez nem possa imaginar que naquelas areias percorreu bravamente a figura que teve papel crucial nas lutas pela Independência da Bahia. Contrariando a conjuntura de sua época, que, às mulheres, sobretudo às mulheres negras, eram destinados servis papéis de subordinação na sociedade, Maria Felipa de Oliveira fez palco na história e atuou bravamente na liderança de seu território em busca de melhores tempos para o seu povo. Diferentemente de mulheres que atuaram nas disputas que culminaram no 2 de julho, a exemplo de Maria Quitéria e Joana Angélica, a guerreira itaparicana teve o seu nome diminuído na história oficial e foi relegada ao[…]

20 de Novembro: "Eu sou negão/Eu sou negão/Meu coração/É a liberdade!"

“Ter o 20 de novembro como data oficial é uma forma de luta já em nível nacional, daqueles que, com amargura, sofrem em bela pele escura discriminação racial. […] Que as várias etnias convivam em fraternidade, a beleza do país está na diversidade; convivamos como iguais, mas que o negro jamais perca a sua identidade”. Oi,  pessoal! Somos todos da mesma espécie! Somos todos iguais! Somos todos negros! Fonte: www.rizomas.net/ Vou falar do legado histórico de uma pessoa que nasceu na mesma cidade em que eu nasci. Foi em União dos Palmares, cidade localizada no interior de Alagoas, sinônimo de “União, Luta, Liberdade, Resistência e Enfretamento” devido a Zumbi dos Palmares, o mais legítimo guerreiro de resistência negra que nasceu[…]

AFRObetizando: abadá ou abatá?

Imagem: http://outraspalavras.net Axé, mano! Hã? Calma, xará! Falta pouco! Carnaval está chegando! A propósito, já comprou seu abadá? Nem só de português vive o português! Se você é tagarela, então vamos bater um papo! Você sabia que, muito do que falamos tem sua origem em línguas africanas e falamos “africanglês”? Talvez, nem precise andar com um dicionário na mochila! Pra ninguém mangar de você e achar que você é um babaca, é melhor se informar! E se alguém te chamar de dengoso, ligue não! Só não dê uma de nenê! Você não precisa mais de nenhuma babá. Também não vale xingar, ficar ranzinza ou se encher de cachaça! Anda meio borocoxô? Está com calundu porque não achou ainda um xodó?[…]

Amanhã é dia de branco?

Era uma vez… Veja o que ele fez. Ou melhor, o que ainda faz! Inicio aqui minha provocação: será que não vivemos o apartheid social no nosso estado, no nosso país? Para começo de conversa, o apartheid é uma palavra oriunda do africânder apartheid, que significa “separação” em africano. Apartheid foi um regime segregacionista e separatista da África do Sul, que deixou marcas ao longo da história. Ele negava, rigorosamente, os direitos sociais, econômicos e políticos dos negros, que eram controlados por uma minoria branca de europeus ( holandeses e ingleses). O regime vigorou até 1994. Um dos principais ícones na luta contra o apartheid foi Nelson Mandela. No Brasil, muito se lutou e se luta pelos direitos e oportunidades[…]

Vamos contar um conto?

Vamos contar um conto?

O episódio em questão do quadro Ser professor, do programa Intervalo, fala sobre a arte de contar um conto. Neste episódio, apresentaremos o projeto da professora Gilbene Esquivel – O prazer do conto. O projeto consiste na utilização da literatura de cordel como ferramenta cultural e identitária para o ensino de história. A professora Gilbene Esquivel leciona no Colégio Estadual Germano Machado Neto, localizado no bairro de Marechal Rondon. Ela realiza um trabalho que alia os conteúdos de história à poesia, utilizando como metodologia o cordel como instrumento de ensino e aprendizagem. Esse trabalho se inicia com oficinas, ministradas pela arte-educadora Gilbene Esquivel, com duração de 10 horas: 4 horas para o ensino do cordel, 2 horas para conhecerem a[…]

Poeta e Poetisa, encantos de rimas!

Olá, galera! Hoje é o Dia do Poeta! Aqui no Brasil, no dia 20 de outubro, celebra-se o Dia Nacional do Poeta! O Dia Mundial da Poesia é comemorado no dia 21 de março. São duas datas distintas, porém o seus objetos de celebração estão imbricados: a primeira data celebra o autor da obra- O Poeta! A segunda, a obra do autor – A Poesia ! Fernando Pessoa: o Poeta definindo o Poeta! Pura poesia! A poesia é a “arte de escrever em versos”,também considerada uma das sete artes tradicionais. Traz sentimentos, pensamentos e ideias que brotam da sensibilidade do poeta e nos inundam, fazendo-nos transbordar de emoções ! Surpresa! A poesia e o ENEM! Não deixe que o ENEM[…]

História da Independência x Subjetividades Humanas

Olá, galera! Você sabia como se deu a construção do processo de independência, organização e formação do estado brasileiro? Que iniciou-se com duas revoltas ocorridas no Brasil fortemente influenciada por movimentos contrários ao julgo imposto pela colonização portuguesa? As que foram mais expressivas que defendiam o rompimento do pacto colonial brasileiro: uma ocorrera em Minas Gerais (1789), a CONJURAÇÃO MINEIRA; e, a outra na Bahia (1798), Conjuração Baiana. Portanto, as exigências portuguesas e a falta de vontade pelo crescimento da economia interna aceleravam a inconformidade de mineiros e baianos ao ponto de os levarem a se rebelar contra o domínio lusitano. Então, como se deu esse processo? É preciso relembrar a história das Revoluções Burguesas que ocorreram no mundo cujos[…]

OK ou Oxente?

E… já foi! Stop! Falei o quê mesmo? Pois bem … Já que estamos no mês da Independência, que tal falarmos da independência linguística? Se é que isso existe!É bastante controverso! Os esforços partem de muitos defensores para proteger a identidade brasileira. A língua é o elemento basilar para a existência e formação de todo um conjunto de elementos para a constituição da cultura nacional. O português é comum a todo território brasileiro salvo as particularidades e especificidades regionais. Para o nosso saudoso Ariano Suassuna não havia controvérsia e era bastante categórico: “Não troco meu oxente pelo OK de ninguém.” A questão é: Nossa língua portuguesa não é pura! Boa parte da influência tem origem no latim, grego, árabe, espanhol,[…]

O Hino e os Virunduns: “o virundum Ipiranga às margens plácidas”

Você já ouviu falar em Virunduns? Será esta uma palavra iorubá ou indígena? Não! Virundum é um neologismo cuja origem é uma leitura auditiva incorreta da primeira estrofe do Hino Nacional Brasileiro, quando se produz a homofonia “ovirundum Ipiranga às margens plácidas”. Em grande parte das torcidas esportivas, em movimentos políticos ou em outros gestos cívicos, certamente é possível ouvir este verso em vozes convencidas e entoadas. Há também quem cante “Na madrugada a vitrola, rolando um blues ,tocando de biquíni sem parar”, quando a música é para seguir  “…cantando B. B. King sem parar. Este é apenas mais um virundum entre tantos que se pode colecionar e se divertir. Já o Hino Nacional repete muitos outros virunduns, basta que[…]

Cine Documental – Minha Escola, Meu Lugar – Pankararé

O quadro Minha Escola, Meu Lugar, do programa Intervalo, apresenta a influência histórica e sociocultural de uma Unidade Escolar baiana com seu município ou seu bairro. Neste episódio, a escola evidenciada é a Escola Estadual Ângelo Pereira Xavier e o Anexo, em Baixa do Chico – Raso da Catarina, e a aldeia Pankararé, em Brejo dos Burgos, município de Glória. Sob a liderança do Cacique Afonso e da pedagoga Patrícia Pankararé, essas unidades escolares atendem à clientela da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. O diretor da extinta Direc 10, atual NRE 24,  professor Marcos Pires, também contribui com a gestão dessas escolas. A comunidade Pankararé é incansável na defesa de uma educação de qualidade, em suas terras. Professores, dirigentes, estudantes,[…]

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