História e Cultura Indígena

Epidemia em Salvador (1918)

No início do século XX, a grande maioria da população soteropolitana vivia em condições mínimas de saneamento básico. Os esgotos a céu aberto eram a realidade da população carente que se aglomeravam em casas e prédios construídos de forma desordenada nos becos e vielas da cidade. A inexistência, na maior parte das casas populares, de água encanada, obrigava as famílias a ir buscá-la nos chafarizes espalhados na cidade e estocá-la em lugares impróprios, sem a devida higienização. As ruas quase nunca eram pavimentadas e raramente limpas pelas autoridades públicas, o que provocava o amontoamento do lixo nos cantos da cidade, sem que houvesse um sistema eficaz de coleta. Como se não bastasse as péssimas condições de saneamento básico, moradia e[…]

O indígena está conectado!

Enquanto discute-se o uso de tecnologias digitais na educação, principalmente, o uso de redes sociais e tecnologias móveis, ao que parece, os povos indígenas já consolidaram o uso das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação). Veja como este processo está ocorrendo visitando o site da organização Povos Indígenas no Brasil, acessando o link: http://pib.socioambiental.org/pt/c/iniciativas-indigenas/autoria-indigena/sites-indigenas#1. Nesse site, você vai encontrar as principais organizações e iniciativas indígenas na rede mundial de computadores. Aqui no PW, algumas postagens também já mostraram a apropriação das TICs . Veja a postagem do dia 01/04/2015: /2015/04/01/vai-camera-vai-audio-sou-indio-acao/.E a postagem do dia 09/04/2014: /2014/04/09/povos-indigenas-do-nordeste-se-apropriam-das-tecnologias-para-afirmar-cultura-e-brigar-por-direitos/ Como você pode constatar nesses links, as comunidades indígenas usam as TICs para o resgate e a preservação da sua cultura e para lutar[…]

Indígenas do Centro-Oeste Baiano Lutam pelo Reconhecimento

A pele é acobreada, os cabelos negros, olhos puxados, vivem da pesca e dançam o ritual do Toré. Essas características não deixam dúvidas de que grupo étnico estamos tratando. Sim, eles são indígenas, mas ainda lutam pelo reconhecimento. Na região do Centro-oeste baiano, existem duas etnias que se encontram nessa situação. São eles: os Potiguara e os Tapuia. Originários da Paraíba, os Potiguara, da região do São Francisco, são uma grande família constituída pelo Sr. Antonio França e sua esposa. Maria Leda dos Santos, filha do casal, hoje é a cacique. É ela quem lidera as empreitadas burocráticas em busca do reconhecimento à condição de povo indígena. Devido à distância e ao tempo de afastamento, a cultura potiguara foi esquecida, por[…]

Das naus aos dias atuais

Quando os europeus vieram em suas naus1 adentrar as terras desconhecidas da América, eles não sabiam o que estavam prestes a descobrir.  Buscavam um novo caminho para a Índia e suas rotas eram semelhantes. A Espanha e o Portugal da época da grande expansão marítima eram as potências mundiais. Dominavam a ciência e a tecnologia2 homologaolvida por diversos sábios de outros povos (especialmente astrônomos, matemáticos e cartógrafos) e tinham um investimento alto numa política de expansão, extração de riquezas e colonização. Os portugueses eram mais flexíveis que os espanhóis quanto à religião destes sábios. Muitos dos conselheiros que D. João II reuniu para homologaolver os conhecimentos náuticos eram, em sua maioria, sábios judeus expulsos da Espanha em 1492. Se hoje em[…]

Cine Documental – Minha Escola, Meu Lugar – Pankararé

O quadro Minha Escola, Meu Lugar, do programa Intervalo, apresenta a influência histórica e sociocultural de uma Unidade Escolar baiana com seu município ou seu bairro. Neste episódio, a escola evidenciada é a Escola Estadual Ângelo Pereira Xavier e o Anexo, em Baixa do Chico – Raso da Catarina, e a aldeia Pankararé, em Brejo dos Burgos, município de Glória. Sob a liderança do Cacique Afonso e da pedagoga Patrícia Pankararé, essas unidades escolares atendem à clientela da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. O diretor da extinta Direc 10, atual NRE 24,  professor Marcos Pires, também contribui com a gestão dessas escolas. A comunidade Pankararé é incansável na defesa de uma educação de qualidade, em suas terras. Professores, dirigentes, estudantes,[…]

Abril Indígena na UFBA

Desde o início de abril, a Universidade Federal da Bahia está promovendo o evento Abril Indígena na UFBA. Na programação, oficinas, mostra de filmes, mesas e rodas de conversa. Veja a agenda para os próximos dias e programe-se! ||AGENDA|| Mesa Movimento Indígena na Bahia, com Aruã Pataxó e Uilton Tuxá. Mediação: Kâhu Pataxó, 23/4, às 14h. Exposição Tonã – ritual da preservação | Sarau Minha Aldeia é o Mundo – Declamação das poesias vencedoras do I concurso de poesia Abril Indígena, 23/4, às 16h. Local: Museu de Arqueologia e Etnologia da UFBA _____________ Mostra de filme II: Quando os Yãmiy vêm dançar conosco| Palestra Políticas Culturais e Povos Indígenas: diálogos interculturais, com Marina Vieira, 24/4, às 9h30 Roda de conversa com Mulheres[…]

Os Índios ou Povos Indígenas?

Os Índios ou Povos Indígenas?

Você usa a expressão  “os Índios” para se referir aos povos indígenas? Saiba que o uso desse termo não está correto e reflete uma visão carregada de preconceito. As culturas indígenas são múltiplas, portanto, não existem expressões culturais singulares que possam identificar todas as etnias indígenas. Dizer “os índios” significa reduzir as culturas indígenas a um bloco único, essa atitude reflete uma visão estereotipada de povos, que são caracterizados, exatamente, pela diversidade de suas culturas. No episódio “Povos indígenas“, do programa Intervalo, vemos que cada grupo étnico indígena  apresenta características específicas, também aprendemos que eles são sujeitos contemporâneos, que vivem de acordo com as mudanças propostas pela sociedade. Assim, existem povos que vivem mais próximos ao litoral e assimilaram alguns[…]

Cine PW – Produção de Panela de Barro

Por: Fátima Coelho Olá, Já sabemos que o mês de abril é dedicado aos Povos Indígenas. Sendo assim, o vídeo que foi realizado em Salgado, município de Andorinha / Bahia, na Associação Mãe Arte D’arte do Salgado, uma associação ligada à cultura e à arte, trará D. Orzelita, nos dias de hoje, confeccionando suas panelas de barro. Orzelita da Silva Roxa, artesã, utiliza expressões características da região, para exemplificar a feitura desta arte milenar…  descreve, didática e minuciosamente, cada etapa: bater o barro, molhar, peneirar a areia, confeccionar as peças, partindo de várias “tirinhas” e unindo-as umas com as outras. Utiliza “capuco” 2 para unificar as tiras, “coiteba” (feito de cabaça) para alisar o objeto que está sendo produzido e, por fim,[…]

Acervo Multimídia das Línguas Indígenas da Amazônia

Um acervo multimídia disponível para estudantes, professores e pesquisadores interessados em conhecer um pouco mais sobre a história e cultura dos indígenas. Esse é o predicado de um sujeito chamado Museu Paraense Emílio Goeldi. A instituição é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Foi fundada em 1866 e, desde então, realiza pesquisas científicas. Emílio Goeldi era zoólogo de origem suíça, viveu uma época no Brasil e publicou trabalhos relacionados à questão racial, à relação entre natureza e cultura e  à etnologia. No site do acervo digital, é possível encontrar um vasto material sobre a diversidade linguística e cultural da Amazônia brasileira e também sobre outras práticas culturais. O acervo é constituído de textos, filmagens, músicas, gravações de áudio,[…]

Índio!

Olá! Especialmente neste mês de abril, estamos discorrendo sobre a história e a cultura dos Povos Indígenas. Deixo o poema abaixo para sua leitura e descoberta do enredo nele contido. Qualquer dificuldade, clique no link abaixo e conheça o significado das palavras.   Índio!   No fiapo de uberaba, poti pula de animação Homem grande e jururu, na cabeça seu ujá Leva seu bocó no ombro,atravessa paraná Fica preso na tijuca, ele quer pegar pirá   Homem sergipe, avista ré! Avista membira descendo morumbi Grita alto,pede ajuda,movimenta sua ubá Ubá grande,da tijuca, homem quer se livrar.   Ré desce o Tatuapé, fumando seu kaoki Encontra membira kugnatim Juntam o povo para um motirõ. Homem grande apreensivo espanta Grajaú.   Sente[…]

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