História e Cultura Africana

Consumo Consciente na “Terra dos Homens Íntegros”

Que tal viajarmos no tempo e no espaço para um país chamado Burkina Faso, localizado no Oeste Africano, para descobrirmos que o consumo consciente pode  nos levar a uma visão crítica da nossa realidade mais imediata, bem como do contexto mais amplo no qual estamos inseridos? O primeiro passo é localizarmos esse país no continente africano. No mapa abaixo, Burkina Faso está sinalizado de vermelho! Fig. 1 Mapa da África com destaque para Bukina Faso Até 1983, Burkina Faso se chamava República do Alto Volta. Esse pequeno país, localizado no Oeste africano e sem saída para o mar, vivia com grandes dificuldades econômicas. Parte da população não tinha o que comer. Desnutridos e sem acesso a um sistema de saúde[…]

Parabéns, Salvador!

Fig.1:Josymar Alves Tudo começou quando Tomé de Souza aqui chegou e no Porto da Barra desembarcou Rei de Portugal governador-geral o nomeou e do espaço geográfico se apossou Que beleza! Aqui a fez “cidade-fortaleza” Muitos índios, portugueses encontraram e, durante séculos marcam presença, são os Tupinambás de Olivença símbolo de luta e resistência Eis Salvador, construída com muito labor Ótima localização, a exportação impulsionou os escravos que aqui aportaram muito cultivaram do açúcar, fumo, algodão, criação de gado o Recôncavo era a região Boa não era a situação, pois havia exploração Poeta baiano quis acabar com a escravidão morreu com pouca idade mas com muita sensibilidade a essa gente falou Castro Alves, “Poeta dos Escravos”, alguém o nomeou Oh, Salvador,[…]

Capoeira, uma riqueza cultural

Olá, galera!! A Copeira é um patrimônio histórico que se expressam, ao mesmo tempo, a dança, os golpes, a brincadeira, o toque dos instrumentos, o canto, além de ser uma luta de resistência. No 4° Encontro Estudantil, acontece a Roda de Capoeira com a participação de vários agentes culturais, ligados a essas oficinas que busca a valorização de expressões artísticas e culturais afro-brasileiras. Em entrevista com o Professor Carlos Fereira, ele nos conta o valor da capoeira na educação de crianças e adolecentes: “A capoeira como ferramenta de educação homologaolve a criatividade, alegria, ritmo, coletividade, ou seja, o espirito de partilha, por isso vejo como uma grande contribuição, não só pelo lado histórico, mas também ajuda a seguir as regras[…]

Carolina Maria de Jesus: da favela para o mundo

O ano era 1958 e o jornalista Audálio Dantas tinha ido até a favela do Canindé, em São Paulo, para fazer um registro do cotidiano dos seus moradores. Carolina de Jesus, mulher negra, catadora de papel, já há algum tempo procurava alguém que publicasse os seus escritos. Ao saber da presença do jornalista na favela, convidou-o a ler algumas linhas que escrevera nos cadernos que encontrava no lixo. O encantamento de Audálio foi imediato. Rapidamente, percebeu que ninguém melhor que Carolina para contar sobre as mazelas daquele lugar. Em 1960, quando o livro Quarto de despejo foi lançado, vendeu mais de 100.000 cópias, batendo todos os recordes editorias para a época. Traduzido em 13 línguas, o livro foi vendido em[…]

O que comemorar. O que ensinar

O nosso calendário escolar é repleto de datas comemorativas, de caráter civil, religioso ou cultural. A escola integra um contexto social mais amplo e é fato que tais datas, ou o trabalho pedagógico em torno delas, ocupam o cotidiano escolar, influenciando definitivamente a formação dos estudantes. Em novembro, mês em que se comemora a Consciência Negra, vale reiterar as proposições feitas neste blog sobre as abordagens que realmente podem colaborar para uma formação cidadã. Nesse sentido, vale uma leitura cuidadosa da lei federal nº 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira nas escolas de Ensino Fundamental e Médio, com o objetivo de promover uma educação que reconheça e valorize a diversidade, comprometida com as[…]

Maria Felipa – A heroína negra esquecida

Maria Felipa –  A heroína negra esquecida

Olá, pessoal! Quem aporta nas praias da Ilha de Itaparica, localizada na Baía de Todos os Santos, talvez nem possa imaginar que naquelas areias percorreu bravamente a figura que teve papel crucial nas lutas pela Independência da Bahia. Contrariando a conjuntura de sua época, que, às mulheres, sobretudo às mulheres negras, eram destinados servis papéis de subordinação na sociedade, Maria Felipa de Oliveira fez palco na história e atuou bravamente na liderança de seu território em busca de melhores tempos para o seu povo. Diferentemente de mulheres que atuaram nas disputas que culminaram no 2 de julho, a exemplo de Maria Quitéria e Joana Angélica, a guerreira itaparicana teve o seu nome diminuído na história oficial e foi relegada ao[…]

20 de Novembro: "Eu sou negão/Eu sou negão/Meu coração/É a liberdade!"

“Ter o 20 de novembro como data oficial é uma forma de luta já em nível nacional, daqueles que, com amargura, sofrem em bela pele escura discriminação racial. […] Que as várias etnias convivam em fraternidade, a beleza do país está na diversidade; convivamos como iguais, mas que o negro jamais perca a sua identidade”. Oi,  pessoal! Somos todos da mesma espécie! Somos todos iguais! Somos todos negros! Fonte: www.rizomas.net/ Vou falar do legado histórico de uma pessoa que nasceu na mesma cidade em que eu nasci. Foi em União dos Palmares, cidade localizada no interior de Alagoas, sinônimo de “União, Luta, Liberdade, Resistência e Enfretamento” devido a Zumbi dos Palmares, o mais legítimo guerreiro de resistência negra que nasceu[…]

AFRObetizando: abadá ou abatá?

Imagem: http://outraspalavras.net Axé, mano! Hã? Calma, xará! Falta pouco! Carnaval está chegando! A propósito, já comprou seu abadá? Nem só de português vive o português! Se você é tagarela, então vamos bater um papo! Você sabia que, muito do que falamos tem sua origem em línguas africanas e falamos “africanglês”? Talvez, nem precise andar com um dicionário na mochila! Pra ninguém mangar de você e achar que você é um babaca, é melhor se informar! E se alguém te chamar de dengoso, ligue não! Só não dê uma de nenê! Você não precisa mais de nenhuma babá. Também não vale xingar, ficar ranzinza ou se encher de cachaça! Anda meio borocoxô? Está com calundu porque não achou ainda um xodó?[…]

Resenha PW: Afro-Brasil em Cordel, de Nezite Alencar

“‘ – O que sabemos da África?’” boa pergunta foi feita porque a nossa visão sobre a África é muito estreita ou melhor, manipulada, distorcida e deformada, mas até agora ‘aceita’. A lei enfim determina que seja a África estudada. É justa, é necessária e também muito acertada. A visão colonialista, tão injusta e elitista tem de ser desmacarada”. As duas estrofes acima abrem o excelente livro Afro-Brasil em Cordel, de Nezite Alencar, escritora e historiadora cearense. Publicada pela primeira vez em 2007, a obra é toda escrita em literatura de cordel e traz informações eslcarecedoras sobre a história da África e dos negros no Brasil. Com um tom crítico na medida certa, Nezite fala sobre o preconceito que existe[…]

Racismo no Mercado de Trabalho

A 2ª edição da Mostra de Vídeo Estudantil (MOVE), promovida pela Secretaria Municipal da Educação de Camaçari, escolheu o filme Racismo no Mercado de Trabalho como o vencedor de 2015. O curta foi roteirizado e dirigido pela estudante Nadiellen Santos de Melo, 11 anos, que cursa o 6º ano na Escola Municipal Sônia Regina de Souza. A pedido do Blog do Professor Web e da Professora Online, Nadiellen enviou um relato explicando o que motivou a escolha do tema abordado na produção: “No processo de construção do nosso vídeo, os grupos envolvidos discutiram muitos temas interessantes. Na minha sala, falamos de violência doméstica, violência contra a mulher, racismo e preconceito. O nosso roteiro falava do preconceito no mercado de trabalho,[…]

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