História e Cultura Africana

O que comemorar. O que ensinar

O nosso calendário escolar é repleto de datas comemorativas, de caráter civil, religioso ou cultural. A escola integra um contexto social mais amplo e é fato que tais datas, ou o trabalho pedagógico em torno delas, ocupam o cotidiano escolar, influenciando definitivamente a formação dos estudantes. Em novembro, mês em que se comemora a Consciência Negra, vale reiterar as proposições feitas neste blog sobre as abordagens que realmente podem colaborar para uma formação cidadã. Nesse sentido, vale uma leitura cuidadosa da lei federal nº 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira nas escolas de Ensino Fundamental e Médio, com o objetivo de promover uma educação que reconheça e valorize a diversidade, comprometida com as[…]

Maria Felipa – A heroína negra esquecida

Maria Felipa –  A heroína negra esquecida

Olá, pessoal! Quem aporta nas praias da Ilha de Itaparica, localizada na Baía de Todos os Santos, talvez nem possa imaginar que naquelas areias percorreu bravamente a figura que teve papel crucial nas lutas pela Independência da Bahia. Contrariando a conjuntura de sua época, que, às mulheres, sobretudo às mulheres negras, eram destinados servis papéis de subordinação na sociedade, Maria Felipa de Oliveira fez palco na história e atuou bravamente na liderança de seu território em busca de melhores tempos para o seu povo. Diferentemente de mulheres que atuaram nas disputas que culminaram no 2 de julho, a exemplo de Maria Quitéria e Joana Angélica, a guerreira itaparicana teve o seu nome diminuído na história oficial e foi relegada ao[…]

20 de Novembro: "Eu sou negão/Eu sou negão/Meu coração/É a liberdade!"

“Ter o 20 de novembro como data oficial é uma forma de luta já em nível nacional, daqueles que, com amargura, sofrem em bela pele escura discriminação racial. […] Que as várias etnias convivam em fraternidade, a beleza do país está na diversidade; convivamos como iguais, mas que o negro jamais perca a sua identidade”. Oi,  pessoal! Somos todos da mesma espécie! Somos todos iguais! Somos todos negros! Fonte: www.rizomas.net/ Vou falar do legado histórico de uma pessoa que nasceu na mesma cidade em que eu nasci. Foi em União dos Palmares, cidade localizada no interior de Alagoas, sinônimo de “União, Luta, Liberdade, Resistência e Enfretamento” devido a Zumbi dos Palmares, o mais legítimo guerreiro de resistência negra que nasceu[…]

AFRObetizando: abadá ou abatá?

Imagem: http://outraspalavras.net Axé, mano! Hã? Calma, xará! Falta pouco! Carnaval está chegando! A propósito, já comprou seu abadá? Nem só de português vive o português! Se você é tagarela, então vamos bater um papo! Você sabia que, muito do que falamos tem sua origem em línguas africanas e falamos “africanglês”? Talvez, nem precise andar com um dicionário na mochila! Pra ninguém mangar de você e achar que você é um babaca, é melhor se informar! E se alguém te chamar de dengoso, ligue não! Só não dê uma de nenê! Você não precisa mais de nenhuma babá. Também não vale xingar, ficar ranzinza ou se encher de cachaça! Anda meio borocoxô? Está com calundu porque não achou ainda um xodó?[…]

Resenha PW: Afro-Brasil em Cordel, de Nezite Alencar

“‘ – O que sabemos da África?’” boa pergunta foi feita porque a nossa visão sobre a África é muito estreita ou melhor, manipulada, distorcida e deformada, mas até agora ‘aceita’. A lei enfim determina que seja a África estudada. É justa, é necessária e também muito acertada. A visão colonialista, tão injusta e elitista tem de ser desmacarada”. As duas estrofes acima abrem o excelente livro Afro-Brasil em Cordel, de Nezite Alencar, escritora e historiadora cearense. Publicada pela primeira vez em 2007, a obra é toda escrita em literatura de cordel e traz informações eslcarecedoras sobre a história da África e dos negros no Brasil. Com um tom crítico na medida certa, Nezite fala sobre o preconceito que existe[…]

Racismo no Mercado de Trabalho

A 2ª edição da Mostra de Vídeo Estudantil (MOVE), promovida pela Secretaria Municipal da Educação de Camaçari, escolheu o filme Racismo no Mercado de Trabalho como o vencedor de 2015. O curta foi roteirizado e dirigido pela estudante Nadiellen Santos de Melo, 11 anos, que cursa o 6º ano na Escola Municipal Sônia Regina de Souza. A pedido do Blog do Professor Web e da Professora Online, Nadiellen enviou um relato explicando o que motivou a escolha do tema abordado na produção: “No processo de construção do nosso vídeo, os grupos envolvidos discutiram muitos temas interessantes. Na minha sala, falamos de violência doméstica, violência contra a mulher, racismo e preconceito. O nosso roteiro falava do preconceito no mercado de trabalho,[…]

Amanhã é dia de branco?

Era uma vez… Veja o que ele fez. Ou melhor, o que ainda faz! Inicio aqui minha provocação: será que não vivemos o apartheid social no nosso estado, no nosso país? Para começo de conversa, o apartheid é uma palavra oriunda do africânder apartheid, que significa “separação” em africano. Apartheid foi um regime segregacionista e separatista da África do Sul, que deixou marcas ao longo da história. Ele negava, rigorosamente, os direitos sociais, econômicos e políticos dos negros, que eram controlados por uma minoria branca de europeus ( holandeses e ingleses). O regime vigorou até 1994. Um dos principais ícones na luta contra o apartheid foi Nelson Mandela. No Brasil, muito se lutou e se luta pelos direitos e oportunidades[…]

Novembro Negro em pauta

Como vocês já sabem, em novembro, o blog dedica todas as suas postagens para tratar de temáticas que envolvem a história e cultura africana. Isso porque, 20 de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra, dia em que se homenageia a memória de Zumbi dos Palmares e toda a luta do povo negro ao longo da história. A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) realizará uma série de atividades, em Salvador e em outras cidades baianas, para marcar o Novembro Negro. A abertura será na próxima sexta, 6 de novembro, no Museu de Arte da Bahia (que fica no Corredor da Vitória, em Salvador), a partir das 18h. Falar de negritude é falar da formação do povo brasileiro,[…]

O Dia da África e o Trabalho no Brasil: para além do samba e do futebol

Em 1963, no dia 25 de maio, numa reunião na cidade de Adis Abeba, capital da Etiópia, chefes de Estado e Governo africanos se reuniram para discutir a unificação de lutas em favor das independências. O continente vivia um contexto de ideologias anti-coloniais, pois muitos países ainda se viam na condição de colônias de nações europeias, numa edição renovada e nefasta do colonialismo do século XVI. Essa reunião resultou na criação da Organização da Unidade Africana, mais tarde chamada de União Africana com 53 países membros no continente e cuja data de criação – 25 de maio de 1963 – é lembrada a cada ano e celebrada em diversas nações africanas e também naquelas que foram destino de diásporas africanas, como o Brasil com o nome de Dia[…]

CAPOEIRA EM SALA DE AULA

A capoeira é uma manifestação cultural, com matrizes africanas apreendidas em território brasileiro. Considerando o período histórico em que os povos africanos eram sequestrados de sua terra natal para se tornarem escravos no Brasil, pode-se afirmar que este fato, do período colonial, assume significativa relevância na formação do povo brasileiro. Compreender o processo histórico de formação de uma sociedade é importante para que se possa entender e intervir na realidade de forma consciente, crítica e criteriosa, visto que a função social da escola é contribuir para a emancipação humana e transformação/transmissão de saberes historicamente organizados pela humanidade. A Educação Física é uma disciplina que compõe o núcleo comum do Ensino Médio, importantes conteúdos ficam sob a responsabilidade desta área do[…]

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