Síndrome de Burnout

Olá pessoal!

Vocês já ouviram falar em Síndrome de Burnout ? Como você consegue superar os desafios profissionais? E como estão as relações no ambiente de trabalho?  

A crise econômica que afeta o país, há alguns anos, tem acarretado altos índices de desemprego. Segundo os dados do IBGE, no terceiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego encontra-se em 12,6 %, atingindo 13,5 milhões de pessoas. Essa e outras situações tem tornado o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e, muitas vezes, os profissionais são demandados por melhores qualificações e cobranças diárias para alcançarem bons resultados.

 Um outro aspecto a ser considerado é como a pandemia determinou uma nova organização para a continuidade das atividades profissionais remotamente, ampliando a carga horária de trabalho associadas ao acúmulo das atividades domésticas, já que tudo, nesse momento, se concentrou em um único ambiente, nas residências.

Vocês devem estar se perguntando … O que a Síndrome de Burnout tem a ver com mercado de trabalho e com o trabalho remoto durante a pandemia?

Pois é, a Síndrome de Burnout também é conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional. É uma doença resultante do acúmulo excessivo em situações de trabalho que demandam muita competitividade ou responsabilidade. Ainda podemos definir essa síndrome com um estado de tensão física, emocional e mental ocasionado no ambiente profissional. Os mais afetados são aqueles das áreas de educação, saúde e segurança, principalmente por enfrentarem duplas jornadas de trabalho.

Ricardo Pacheco, médico e gestor da Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho (Abresst), em entrevista à Agência Brasil, fala que questões relacionadas ao isolamento social, as imprecisões sobre o futuro, a busca excessiva por resultados e o trabalho remoto podem desencadear danos emocionais às pessoas.

De acordo com International Stress Management Association (Isma-BR), em uma das suas pesquisas, cerca de 32% dos trabalhadores no Brasil apresentam a Síndrome de Burnout, o que representa mais de 33 milhões de brasileiros. Vale a pena destacar um outro dado que nos revela os impactos da sobrecarregada com o trabalho durante a pandemia. Segundo Datafolha, 68 % mulheres disseram sentir essa sobrecarga, enquanto os homens foram 56%, uma diferença percentual de 12 pontos.

Traduzindo do inglês, “burn” quer dizer queimar e “out” dá ideia de sem retorno. Podemos fazer uma analogia com um palito de fósforo, que depois de friccionado na caixa, é emitido um calor que faz com que a substância contida na cabeça do fósforo pegue fogo. Uma vez que isso aconteça esse palito não retornará mais a condição inicial.

Importante ficar atento para algumas situações, pois uma delas pode servir de gatilho para várias outras, que podem ser acionadas e desencadear a síndrome, como em um conjunto de palitos de fósforo, que a medida que um pega fogo, os demais próximos entrarão na mesma situação.  Assim, é importante o diagnóstico, que é basicamente clínico, e considera o histórico da pessoa e a satisfação e o envolvimento no trabalho.

Tendo em vista que, se não for tratada, a síndrome pode evoluir para doenças físicas, a OMS (Organização Mundial da Saúde), desde 2019, considera a Síndrome de Burnout uma doença, mas só fará parte da Classificação Internacional de Doenças (CID – 11) a partir 1º janeiro de 2022.

Então professores, precisamos ligar o botão do alerta e cuidar um pouco mais da nossa saúde. Assista à Campanha educativa da Rede Anísio Teixeira feita em 2010 e perceba o quanto essa temática é sempre atual.

Camila Amorim Moura dos Santos, professora de Rede Anísio Teixeira.

Referências

https://www.ibge.gov.br/explica/desemprego.php
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-01/excesso-de-trabalho-e-pandemia-podem-desencadear-sindrome-de-burnout
https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2021/12/06/burnout-no-trabalho-mulheres-sao-as-mais-afetadas.htm