O que é a TRI e como ela influência na sua nota do ENEM

Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é um dos principais meios para se ingressar na Universidade, além disso, a pontuação obtida pelo estudante é um dos requisitos mais utilizados em processos seletivos para bolsas de estudo e financiamentos estudantis. Logo, um bom desempenho na prova pode fazer toda diferença na sua futura vida acadêmica!

Mas como funciona o sistema de pontuação do ENEM? Todas as questões têm o mesmo peso?

Bom, vamos lá! A nota do candidato é estimada através de uma régua de correção. Essa régua varia de 100 em 100 pontos, tendo como ponto central 500 pontos. Assim, cada item da prova é situado nessa régua, de acordo com o seu nível de dificuldade. As questões com um grau intermediário ficam perto de 500 pontos, as mais fáceis ficam abaixo dessa escala e as mais difíceis acima.

Assim, um candidato que é intermediário em Matemática, acertará as questões cuja pontuação está situada no intervalo de 400 a 600 pontos dessa régua. Em contrapartida, um outro candidato que tem mais aptidão para exatas, além de acertar as questões compreendidas neste intervalo, poderá acertar também, os itens cuja pontuação é superior a 600.

Mas você deve estar se perguntando qual importância dessa régua e de que forma ela valoriza a proficiência do estudante?

A resposta é simples, através dela é possível estabelecer coerência nos acertos, evitando que os alunos que chutaram as questões difíceis e acertaram, se beneficiem de uma pontuação obtida de forma indevida. Assim, não faz sentido um estudante mediano em Matemática acertar as questões de alto nível e errar as questões fáceis e medianas da prova. Nesse contexto, não estranhe o fato de dois candidatos que obtiveram o mesmo número de acertos, tirarem notas diferentes! Esse sistema pontua as questões de acordo com o seu grau de dificuldade, com o objetivo de valorizar o aluno que sabe mais, em detrimento, daquele que “chutou” a resposta certa, é a chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI). Ela tem como base três parâmetros e, dessa forma, qualifica o participante:

  • Grau de dificuldade das questões;
  • Possibilidade de acerto ao acaso (chute);
  • Poder de discriminação, que é a capacidade de um item distinguir os estudantes que têm a proficiência requisitada daqueles quem não a têm

Ou seja, esse método estatístico consegue reduzir as arbitrariedades, uma vez que identifica incoerências e, assim, atribui notas mais justas.

Entenda como funciona o processo de escolha das questões e como elas são classificadas na régua de correção:

Fonte: https://www.monolitonimbus.com.br/teoria-de-resposta-ao-item/

Quais estratégias o candidato deve adotar para realizar a prova do Enem visto a TRI?

Bem, em primeiro lugar, o candidato deve focar nas questões mais fáceis da prova, deixando os itens mais complexos para responder depois.  Caso não saiba a resposta de um item, Chute com coerência, descarte as respostas que você tem certeza de que estão incorretas, e procure entre as respostas que faz mais sentido, aquela que você acha mais coerente. Lembre-se que a TRI também consegue identificar consistência na escolha das alternativas, mesmo que elas não sejam corretas. E por último, em hipótese alguma, deixe um item da prova em branco, essa opção pode ser interpretada pelo TRI como inconsistente com as demais respostas, podendo levar a uma redução da sua nota.

Agora que você já está por dentro como funciona a Teoria de Resposta ao Item (TRI) e seus parâmetros, não estranhe possíveis diferenças nas notas! Sucesso e boa sorte! 

Referências:

https://www.monolitonimbus.com.br/teoria-de-resposta-ao-item/

https://portal.unigranrio.edu.br/blog/saiba-como-funciona-a-nota-do-enem-e-o-que-voce-pode-fazer-com-ela

https://shortest.link/1Q2p