EDUCAÇÃO FINANCEIRA: proposta para uma sociedade com consciência econômica

Por Danielly Oliveira

A matemática financeira há séculos é utilizada pelas civilizações para  troca, compra e venda. Estes atos são tão corriqueiros que nem nos damos conta de  que estamos aplicando conhecimentos matemáticos estudados na escola. Com o passar dos anos, o ensino da matemática vem se adaptando às  necessidades da população, sendo reescrita e reinventada para ser aceita e entendida pela sociedade e em todas as suas classes sociais. 

A popularização de assuntos referentes às ciências econômicas em decorrência da facilidade de acesso às mídias, leva a  sociedade a se familiarizar com termos e práticas financeiras. Porém conhecer  termos financeiros não quer dizer que haja entendimento sobre o assunto.  O acesso a contas bancárias, a facilidade de se conseguir créditos,  aliados a uma cultura de consumismo e falta de conhecimento sobre planejamento financeiro vem trazendo uma grande quantidade de pessoas endividadas e sem a  mínima ideia de como lidar com esses problemas. 

   A falta de uma educação financeira gera consumidores inseguros e incapazes de administrar suas finanças. Em alguns países como  EUA, Austrália, Reino Unido, já foi inserido Finanças Pessoais no currículo escolar, não sendo obrigatório nas escolas ainda. Nesses países, a educação financeira tem  ajudado os cidadãos nas tomadas de decisões e planejamento financeiro desde o início da sua vida escolar. 

Brandão (2003, p. 11), afirma que: “A educação participa do processo de crenças e idéias, de qualificações  que envolvem as trocas de símbolos, bens e poderes que, em conjunto, constroem  tipos de sociedade.”. Sendo assim, o currículo escolar deve estar sempre em mudança para atender as  necessidades da educação, do jovem e da sociedade isso se aplica também à educação financeira, coadunando com o que é apresentado no site www.vidaedinheiro.gov.br onde pode ser acessada a Estratégia Nacional de Educação Financeira – ENEF: “A escola é o ambiente em que crianças e jovens adquirem não apenas conhecimentos, como também a capacidade de viver em sociedade, fazendo escolhas que influenciarão na realização dos seus sonhos e suas atitudes influenciam na sociedade.”

Para gerar uma  sociedade que seja consciente e saiba não apenas fazer uma escolha de compra à  vista ou a prazo, mas, que entenda a importância dos conceitos econômicos para embasar suas decisões financeiras a curto, médio e longo prazo e como estas podem trazer uma melhor qualidade de vida, é preciso que estes assuntos adentrem aos muros da escola e faça parte da rotina educacional. 

Danielly Oliveira

Fundadora Gerir Gestão para Mulheres

Co-fundadora l Orí Consultoria Educacional

Referências  

BRANDÃO, C. R. O que é educação. 2003. 42º reimpressão. Editora brasiliense. 

BRASIL. Estratégia Nacional de Educação Financeira – ENEF: <https://www.vidaedinheiro.gov.br/>  Acessado em 30/08/2021.

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