Novembro Negro e ações educativas anti-racistas

Novembro é mês em que o Brasil tem lembrado da necessidade de lutarmos contra o racismo. A população preta e negra ainda não teve a reparação devida dos trezentos anos de trabalho compulsório a que foram submetidos nossos ancestrais.

As Leis 10.639/03, que institui o ensino de história e cultura afro-brasileira e 11.645/10, que amplia a discussão para as culturas indígenas são instrumentos de luta importantes para que a sociedade brasileira preste atenção às dívidas históricas que possuímos em relação aos povos originários e os povos africanos que vieram e são elementos fundamentais para nossa identidade.

A SEPROMI (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial) tem feito um trabalho, em nível estadual, de estímulo a processos reparatórios que, na Bahia, são prioritariamente urgentes. Estado com maior quantidade de afro-descendentes no país, a Bahia é referência simbólica dos discursos de negritude brasileira.

Fabya Reis é a Secretária Estadual de Reparação e, no vídeo anexado abaixo, ela concede uma entrevista ao Secretário de Educação Jerônimo Rodrigues sobre as ações do novembro negro, a importância dos processos institucionais relativos à população negra e os fatos históricos que referendam o respeito que precisamos ter com essa ancestralidade.

Vamos assistir e pensar ainda mais sobre negritudes, culturas indígenas no mundo contemporâneo e identidades afro-indígenas!

Que não só o novembro, mas todo o ano seja negro neste país!