Prepara-se para o futuro! Gere sua própria energia elétrica!

Olá, caros leitores do Blog da Rede! Tudo beleza?

Vocês sabiam que é possível gerar sua própria energia elétrica? Pois, é! Durante uma caminhada pela rua onde moro, um fato me chamou a atenção!  Uma equipe de funcionários estava instalando grandes painéis cinzas sobre o telhado de uma das residências. Confesso que fiquei curioso, deixei a timidez de lado e perguntei  ao meu vizinho do que se tratava. Ele, de forma debochada, me disse que, daquele dia em diante, deixaria de pagar conta de luz. “Como assim?” Indaguei. “É o futuro, professor!” Disse o vizinho, ainda dando risada!

Estádio do Mineirão conta com uma usina solar em sua cobertura

Fonte: Bluesol

Segundo ele, tratava-se de um sistema de geração de energia solar fotovoltaica, onde a energia elétrica é produzida a partir da luz solar. Nesse sistema, quanto maior for a radiação solar, maior será a quantidade de eletricidade produzida, permitindo assim, que a energia excedente gerada na unidade consumidora possa ser injetada na rede distribuidora, a qual funcionará como uma bateria, armazenando esse excedente. Assim, durante a noite, quando não há geração por via solar, a energia creditada na rede é consumida pela residência sem nenhum ônus para o consumidor. Pelas regras atuais, esses créditos podem ser utilizados num prazo de 6 anos.

Esta tecnologia de produzir energia elétrica a partir da luz solar não é tão nova quanto pensamos! O efeito fotovoltaico é conhecido desde 1839 e  foi observado pela primeira vez pelo físico francês Alexandre Edmond Becquerel.  Em um dos seus muitos experimentos, Becquerel verificou que quando eletrodos de platina ou de prata eram expostos à luz, eles   davam origem ao efeito fotovoltaico. Esse efeito é caracterizado pela obtenção de tensão elétrica ou de uma corrente elétrica correspondente, num material semicondutor, após a sua exposição à luz . Apesar do fenômeno ser conhecido desde o início do século XIX, a primeira célula fotovoltaica só foi obtida, em 1950, nos laboratórios Bell, nos Estados Unido, através de um processo de dopagem do silício, pelo químico americano Calvin Fuller.

 

Inicialmente, entre as décadas de 50 e 70, as células fotovoltaicas foram empregadas em tecnologias espaciais, principalmente para alimentar os satélites e estações espaciais.  A partir da década de 70, as aplicações terrestres superaram as espaciais e as células começaram a ser empregadas em centrais fotovoltaicas, eletrificação rural e pequenos dispositivos eletrônicos. Apesar da popularização nesse período, as primeiras células fotovoltaicas comercializadas possuíam um custo muito elevado e uma  eficiência muito baixa, o que desestimulava a sua aplicação em larga escala. Porém, ao longo dos anos, a indústria de manufatura melhorou a sua eficiência e a confiabilidade e, a partir da década de 90, a utilização para fins de geração aumentou. 

Painéis solares da Estação Espacial Internacional

Fonte: wikipedia

 

 

Entretanto, a história do nosso país com a energia solar é bem recente. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a primeira contratação de energia solar de geração pública centralizada ocorreu somente em 2014. Desde então, a energia solar fotovoltaica em residências, comércios, agronegócios e indústrias, assim como a gerada por meio de usinas de energia solar (também chamadas de fazendas solares) só cresceu no país e, nos últimos anos, com a oferta de incentivos e linhas de financiamento, o país já se destaca no cenário internacional. Veja os dados:

Fonte: Bluesol

Segundo essa tendência,  em 2020, o Brasil terá cerca de 174 mil sistemas fotovoltaicos conectados à rede, representando cerca de 0,21% do total de unidades consumidoras brasileiras passíveis de adquirir sistemas em geração distribuída. Já em 2024, a projeção é de 886.700 sistemas fotovoltaicos.

Fonte: Bluesol

Esses dados também revelam que 75% de todos os sistemas fotovoltaicos instalados no Brasil são residenciais. No entanto, os sistemas comerciais são responsáveis por 24% do total da potência instalada e correspondem a  cerca de 784 MW de um total de 3,2 GW.

Hoje, o maior desafio da energia solar é levar o conhecimento às pessoas sobre as inúmeras vantagens do sistema. Infelizmente, ainda há muito desconhecimento e tabus. O segundo maior problema, encontra-se nos altos percentuais de financiamento praticadas pelas instituições financeiras. As altas taxas aumentam o payback (tempo de retorno do investimento por parte do consumidor), o que provoca um desestímulo por parte do usuário. Energias limpas, na minha opinião, deveriam ser estimuladas com encargos baixíssimas, já que o próprio sistema pode ser utilizado como garantia. Lembrando que a vida útil de sistemas de geração fotovoltaica, em geral, passa dos 30 anos.

Bom caros, leitores! Espero que tenham gostado do texto e aprendido um pouco mais sobre a energia solar! Que tal trocar a conta de luz pelo financiamento e ajudar a preservar o nosso planeta?!

 

Referências:

 

https://blog.bluesol.com.br/energia-solar-no-brasil-panorama/

https://www.aneel.gov.br/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_solar

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