Um olhar além do que se pode ver

Olá pessoal! Vocês sabiam que dia 02 de abril é dia mundial de conscientização do autismo? Como nós professores e estudantes podemos contribuir para o desenvolvimento de crianças e adolescentes autistas no ambiente escolar?

Para isso precisamos compreender um pouco sobre a maneira diferente de ver o mundo dos autistas. Então vamos lá!

Com o objetivo de conscientizar a população mundial sobre um transtorno que afeta mais 70 milhões de pessoas no mundo, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou em 18 de dezembro de 2007 o dia mundial de conscientização do autismo, no dia 02 de abril. Não sei se você percebeu, mas alguns monumentos de nossa cidade foram iluminados de azul exatamente para homenagear a data; o Elevador Lacerda foi um deles.

O transtorno do espectro autista (TEA) é um transtorno de desenvolvimento que compromete as habilidades de linguagem, comunicação e comportamento social . O TEA pode ser dividido em três tipos : Síndrome de Asperger, Transtornos invasivos do desenvolvimento e Transtorno Autista ou Autismo Clássico.

A síndrome de Asperger é considerada a forma mais branda do autismo. As pessoas que apresentam o Transtorno invasivo do desenvolvimento têm sintomas menores e mais leves do que aquelas com autismo clássico.

A evolução de uma criança autista pode ser bastante significativa quando o diagnóstico acontece de maneira antecipada, seguido de um tratamento adequado, realizado por uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos terapeutas, fonoaudiólogo ,cada um responsável por estimular uma parte do desenvolvimento da criança.

Eis a grande questão: como podemos no, contexto escolar, ajudar no desenvolvimento dessas pessoas com autismo?

A inclusão das crianças autistas em escolas de ensino regular, hoje, é bastante discutida. E para que essa inclusão aconteça, da melhor maneira possível, é necessário criar mecanismos para o desenvolvimento e continuidade dessas crianças no ambiente escolar. De acordo com Lopez (2011,p.16)

Professores, orientadores, supervisores, direção escolar, demais funcionários, famílias e alunos precisam estar conscientes dessa singularidade de todos os estudantes e suas demandas específicas. Esta tomada de consciência pode tornar a escola um espaço onde os processos de ensino e aprendizagem estão disponíveis e ao alcance de todos e onde diferentes conhecimentos e culturas são mediados de formas diversas por todos os integrantes da comunidade escolar, tornando a escola um espaço compreensível e inclusivo.”

Dessa maneira, é indispensável salientar a importância do professor nesse processo de inclusão das crianças e adolescentes autistas. Uma das exigências desse profissional é a sensibilidade para promover interações sociais, tendo em vista que é no processo de socialização que se consolidam o desenvolvimento e a aprendizagem. Para isso, o professor deve assumir o papel de mediador desde o primeiro momento de recepção e acolhimento até a efetivação de atividades que possibilite o desenvolvimento para todos. Ser um professor mediador, criar possibilidades, utilizar metodologias que atendam às necessidades diversificadas de cada estudante, são características e desafios dos professores diante desse contexto. Esses desafios podem ser superados a partir de conhecimento sobre as características e dificuldades que abrangem esse transtorno. Assim, faz-se necessário formação continuada para esses professores de maneira que reflita positivamente na sua prática docente .

Assista ao vídeo feito por Andréa ,mãe de uma criança autista, que tem como objetivo acolher e empoderar mães de crianças com necessidades especiais. O video contém dicas para professores.

Não esqueça, galera: é importantíssimo a conscientização de toda a população, sobretudo no ambiente escolar em relação aos autistas. Socializar e empoderar essas crianças e adolescentes é o pontapé inicial para conscientizar a população acerca do autismo.  E foi isso que fez a professora de Matemática de Guilherme, um adolescente autista: ela o estimulou a contar sua própria história. Confira isto e muito mais no vídeo a seguir:

 http://pat.educacao.ba.gov.br/conteudos/conteudos-digitais/download/9497.mp4

Por hora é isso, caro leitor(a). Esperamos ter contribuído um pouco mais com reflexões sobre os autistas no contexto escolar.

Até a próxima!

Tchau!

 

Saiba mais em:

http://pat.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/9459

http://pat.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/9470

http://pat.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/9494

 

 

Camila Amorim, professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia.

 

 

 

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