Teatro e Circo: uma necessidade

Fig. 1: Clown Kids Funny

Quem não se emocionou ao ouvir essa frase, ali na plateia, vinda do picadeiro, hein? Ou mesmo a sirene do teatro informando que o espetáculo vai começar? Todos esses signos nos levam a uma atmosfera interna, em uma viagem através de personagens teatrais tais como palhaços, mágicos, bailarinos, trapezistas e atores. Por um momento, esquecemos de nossas próprias vidas, com seus problemas e tentamos entender os problemas das personagens ali no palco ou picadeiro.

Isso tudo, no passado, me fez querer ser mais íntimo das artes cênicas, para contar histórias que nos levem para um outro lugar e, nessa viagem, talvez, encontremos soluções para algumas questões nossas. Assim é no teatro, assim é no circo, estas artes-irmãs.

Série Meu Avô, o Circo, da TV Anísio Teixeira

Hoje, 27 de março, é dia mundial do teatro e do circo, mas quero falar mais da arte dionisíaca, neste momento. O teatro que, muitas vezes, lá no passado, serviu como uma espécie de catequese, educando e impondo limites às sociedades, também foi – e é – um grande libertador das amarras que nos aprisionam, fazendo com que tomemos consciência de nossos direitos e também de nossos deveres, como cidadãos do mundo e, dessa forma forma, o teatro vem sobrevivendo até hoje e ainda sobreviverá  por mil anos além, no ofício de libertar as mentes, mostrando outros caminhos possíveis de mudanças paradigmáticas.

Em alguns momentos específicos da nossa história, o teatro precisou mergulhar no engajamento político – e perigoso –, pois se seu ofício é libertar mentes, logo, ele não poderia entrar numa prisão de ideias  e ideais que fugiam dos seus princípios.

Fig. 2: Augusto Boal

Por exemplo, o Teatro do Oprimido , de Augusto Boal, trazia como proposta o engajamento político do cidadão. Mais do que arte, a encenação tinha a função de alertar a plateia sobre os fatos políticos que afetavam a nação. O nome do movimento (ou método)  tinha muito a ver com a opressão exercida sobre o cidadão, pelos governos autoritários. Desse modo, o teatro tinha como objetivo estabelecer diálogos com a plateia. Era como acordá-la, dizendo “reaja!”

A TV Anísio Teixeira, na sua primeira temporada, trouxe Bailei na Curva, episódio do programa EncenAção, que fala de um desses momentos políticos e marcantes da nossa história recente. Mais uma vez o teatro, através do autor  Júlio Conte, reagiu aos fatos e propôs reflexões sobre os mesmos.

E você, já foi ao teatro e/ou ao circo? Ainda não? Pense nisso e vá!

Enquanto isso, veja aqui o teleteatro mencionado:

Programa EncenAção da série Teleteatro, da TV Anísio Teixeira

Para mais episódios acesse http://pat.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/episodios/id/4

Evoé!

Nildson B. Veloso
Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia