Dia Internacional da Felicidade

Olá, Felicidade!

Fig.1 Felicidade

Pois é, hoje ,  20 de março, comemoramos o Dia Internacional da Felicidade!

Você sabe como foi instituída essa data? E a relevância que ela tem, para além da data comemorativa, podendo ser instrumento de transformação social? Vamos juntos entender melhor tudo isso!

A Organização das Nações Unidas – ONU, por considerar que “a busca da felicidade é um objetivo fundamental do ser humano”, instituiu uma data especial para comemoração mundial da felicidade, pautada no Relatório de 1.º de abril de 2012.

O relatório se constituiu como a primeira pesquisa sobre a felicidade global, que abordava   sobre o estado de felicidade mundial e quais seriam as causas da felicidade e da miserabilidade existentes, bem como, as implicações políticas oriundas de estudos de casos.  Esses relatórios são anuais, utilizam dados do “Guallup World Poll” , que estão disponíveis no site “World Happiness”.

A proposta para o Dia Internacional da Felicidade veio do   Butão , país muito pequeno e localizado no Sul da Ásia , no extremo leste dos Himalaias, que tem orgulho em “possuir uma das populações mais felizes do mundo”. A   revista “BusinessWeek” avaliou   o referido país como o mais feliz no Continente Asiático e o oitavo mais feliz do mundo.

Em 28 de julho de 2012, por meio da resolução 66/281, a proposta foi aprovada por consenso pelos 193 países-membros da ONU, em sua sexta Assembleia Geral sobre felicidade e bem-estar. A partir daquele ano, a data passou a incorporar o calendário oficial da Organização das Nações Unidas.

No ano seguinte, em 2013, o mundo, pela primeira vez, comemorou o Dia Internacional da Felicidade. Aqui, no Brasil, o evento ocorreu através da iniciativa do Arquitetos da Felicidade em parceria com a Beijo & Beijo, uma fábrica de doces localizada no Grajaú, no Rio de Janeiro.

De acordo com a Wikipédia  “A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude são transformados em emoções ou sentimentos que vão desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem, ainda, o significado de bem-estar espiritual ou paz interior. Existem diferentes abordagens ao estudo da felicidade  pela filosofia, pelas religiões ou pela psicologia. O ser humano sempre procurou a felicidade. Filósofos e religiosos sempre se dedicaram a definir sua natureza e que tipo de comportamento ou estilo de vida levaria à felicidade plena”.

A busca da felicidade se materializa nos desejos humanos, mas esbarra na extrema pobreza, presente em um grande número de pessoas, entrave para o bem-estar e concretização dos anseios em busca de direitos como educação, saúde, trabalho digno, moradia, segurança, lazer, dentre outros.

A partir daí, entende-se a necessidade de se construir uma abordagem mais equitativa e equilibrada do crescimento econômico que promova o desenvolvimento sustentável, erradicação da pobreza para todos os povos. Refere-se à economia do bem-estar, defensora de que o nível púbico de felicidade deve estar dialogado com políticas públicas presentes nos indicadores econômicos tais como o produto interno bruto e a inflação.

Segundo Epicuro, “filósofo grego que viveu nos séculos IV e III a.C., defendia que a melhor maneira de alcançar a felicidade é através da satisfação dos desejos de uma forma equilibrada, que não perturbe a tranquilidade do indivíduo”(Wikipédia). Em sua Carta a Meneceu , mais conhecida como Carta sobre a Felicidade, ele diz que: “ É necessário cuidar das coisas que nos trazem felicidade, já que, estando esta presente, tudo temos e sem ela, tudo fazemos para alcançá-la. ”

Os estudos do geneticista David T. Lykken, iniciados na década de 70, sinalizam que a felicidade também depende de fatores genéticos, o que   explica o fato de pessoas serem otimistas ou pessimistas. Atualmente, para Joel Birman , ser feliz é resultado de um “projeto de produção da felicidade”, conferindo maior autonomia ao indivíduo, relacionando felicidade à qualidade de vida e à autoestima. Na modernidade, a depressão se torna o maior sofrimento. Birman define que ser infeliz é o “fracasso performático do sujeito”.

No entanto, é difícil definir, rigorosamente, felicidade e sua medida, tornando algo imensurável e jamais perene.

A esse respeito, no Vídeo “A Felicidade”,  veja o que nos diz Mário Sérgio Cortela,  filósofo e professor, conhecido por divulgar questões sociais ligadas à filosofia na sociedade. Para Cortela  “ a felicidade é uma vibração intensa , é o momento que eu sinto a vida em plenitude dentro de mim e quero que aquilo se eternize……aliás, felicidade não é um estado continuo, felicidade é uma ocorrência eventual, sempre episódica, a felicidade marcada pela perenidade seria impossível , afinal de contas, nós só temos a nossa  felicidade pela carência, se eu tivesse a felicidade como algo contínuo eu não a perceberia, nós só sentimos felicidade porque ela não é contínua, isso é, ela não é o que acontece o tempo todo e de todos os modos…..”

Concluindo esse nosso bate papo, que não se encerra aqui e, tão pouco se esgotam as possibilidades de discussão sobre esse tema tão intrigante e inerente ao ser humano, deixo o convite para que curta o “Dia da Felicidade” da forma que lhe faça feliz!!

Até a próxima!!

Ana Rita Medrado

Professora da Rede pública de Ensino da Bahia

 

Referências:

Arquitetos da Felicidade https://arquitetosdafelicidade.com.br/2013/04/01/dia-internacional-da-felicidade-a-primeira-celebracao-no-brasil/

Butão: https://pt.wikipedia.org/wiki/But%C3%A3o

Relatório Mundial da Felicidade

https://pt.wikipedia.org/wiki/Relat%C3%B3rio_Mundial_da_Felicidade

CARTA SOBRE A FELICIDADE, de Epicuro

https://www.recantodasletras.com.br/resenhasdelivros/810378

Felicidade

https://pt.wikipedia.org/wiki/Felicidade

Joel Birman

https://pt.wikipedia.org/wiki/Joel_Birman

Mário Sérgio Cortela

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mario_Sergio_Cortella

Vídeo : A Felicidade por Mário Sérgio Cortela

 

 

 

 

 

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