Novembros negros e a Educação na Bahia

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A canção Me abraça e me beija, de Gileno Felix e Lazzo Matumbi diz: “Vem vem, dia 20 de novembro / Se todo dia é dia santo meu bem…”. A cada novembro no Brasil desde a necessária atuação dos movimentos negros a partir dos anos setenta se comemora o dia da Consciência negra, como uma lembrança da data em que morreu Zumbi dos Palmares, em 1695, numa emboscada contra a força do Quilombo dos Palmares, onde ele era um líder.

Na Bahia, pensar o mês de novembro como um marco referencial para a luta antirracista é mais que uma obrigação de calendário. É uma obrigação de cidadania, de liberdade e de autonomia dos sujeitos. Nas escolas, desde que a Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003 foi sancionada, ainda há certas dificuldades em se fazer valer o ato importante de falar sobre a ancestralidade africana e afro-brasileira, embora muitos professores e estudantes venham atuando conjuntamente nesse sentido.

Nessa edição do Rede em Movimento, entrevistamos a professora Dina Maria Rosário dos Santos, Doutora em Ciências Sociais e Jurídicas pela Universidade de Cádiz/Es, Mestre em Orientação e Avaliação Socioeducativa, Psicopedagoga, Pedagoga e Docente da Universidade do Estado da Bahia. Além e seu trabalho como professora na UNEB, Dina Rosário trabalha com a formação de professores e traz como foco de seus estudos Avaliação e intervenção em processos cognitivos; Mediação de processos de aprendizagem; Pensamento prático docente, Trajetórias escolares e Migração estudantil.

Nesse papo, a professora Dina Rosário nos fala sobre a negritude no Brasil e nas escolas, as dificuldades enfrentadas para superarmos formas colonialistas de pensar o mundo e seu pensar mais abrangente.

Vamos assistir?

 

Texto e entrevista: Carlos Barros, professor de Rede Pública Estadual.

Vídeo: Equipe da Rede Anísio Teixeira.

 

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