A Cultura Maker nas escolas

As práticas de ensino vivenciadas nos dias atuais, tanto nos espaços formais, como as escolas, quanto nos informais, estão entre as atividades mais antigas ainda desenvolvidas. É claro que com algumas mudanças em decorrência dos passar dos anos. Segundo Blikstein (2013), um professor do século XVI, embora tivesse que fazer um grande esforço para compreender os avanços no conhecimento, ele teria pouco trabalho para adaptar suas práticas de ensino ao modelo atual. Ele ainda menciona que técnicas como memorização e procedimentos teóricos ainda estão presentes nos métodos de ensino e aprendizagem, tanto da educação básica, quanto do ensino superior.

Embora haja muitos resquícios de uma educação tradicional, pode – se dizer que houve alguns avanços no processo de ensino e aprendizagem, principalmente no que tange, os aspectos tecnológicos e metodológicos de ensino. Porém, há necessidades do envolvimento dos educadores com essas propostas não tão convencionais.

Diante desse cenário educacional, que exige uma outra perspectiva das práticas pedagógicas já estabelecidas, alguns países que buscam intensamente fomentar inovações no ensino, começaram a adotar a filosofia Maker como grande mobilizador para proporcionar mudanças significativas na educação.

A ideia do movimento Maker no ambiente escolar é proveniente da cultura Faça Você Mesmo (DIY – Do It Yourself) que é fundamentada pelo princípio “mão na massa”, na qual os estudantes podem produzir, consertar, fabricar e modificar os mais diversos objetos que estão na sua mão com competências, capacidades e ferramentas que estejam a disposição. Essa é uma metodologia que evidencia o protagonismo estudantil por oportunizar o desenvolvimento da criatividade, autonomia e principalmente da criticidade.

O desenvolvimento de atividades Maker nas escolas precisa da participação dos educadores desde a criação do espaço até a implantação da proposta, que pode ser por meio da inserção de robótica, do ensino de programação, do ensino de eletrônica e princípios de automação, aplicativos de celular, impressoras 3D e cortadoras a laser.

Apesar de serem poucas as referências sobre como adotar atividades Maker em escolas no Brasil, já se tem algumas iniciativas e espaço que proporcionam aos estudantes o desenvolvimento de atividades que promovem criatividade, solidariedade, colaboração, iniciativa e o empreendedorismo. É importante ressaltar que a implementação da cultura Maker na educação básica de maneira sistemática e permanente precisa superar desafios de natureza organizacional, financeira e pedagógica.

 

Quer saber um pouco mais?

Seguem alguns links com mais conteúdos sobre Cultura Maker.

 

http://www.mundomaker.cc

http://www.fablabbrasil.org

http://www.inper.edu.br/vestibular/engenharia/fablab

http://pat.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/8263

http://pat.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/8017

Até breve!

Camila Amorim Moura dos Santos

Professora da Rede Estadual de Ensino.

REFERÊNCIAS

BLIKSTEIN, Paulo. Digital fabrication and making’ in education: the democratization of invention. Stanford: Satnaford University, 2013.

 

Publicações relacionadas

  • Ctrl+e – Cultura Maker na Escola21 de junho de 2018 às 14:39 Ctrl+e – Cultura Maker na Escola (0)
    O III Congresso sobre Tecnologias na Educação (Ctrl-e) foi realizado no período de 05 a 08 de junho de 2018, pelo Instituto UFC Virtual, […]
  • A Escola Pública marcou presença na Campus Party25 de agosto de 2017 às 10:53 A Escola Pública marcou presença na Campus Party (2)
    No ínício deste mês, Salvador sediou, pela primeira vez, a Campus Party, um dos maiores eventos de tecnologias e inovação científica do […]
  • Baianidades e educação no 17º Simpósio Internacional Processos Civilizadores30 de outubro de 2018 às 09:27 Baianidades e educação no 17º Simpósio Internacional Processos Civilizadores (0)
    Norbert Elias foi um sociólogo e filósofo alemão, que viveu entre os anos de 1897 e 1990. De família judaica, foi perseguido pelo regime […]
  • Conhecimento, cultura e poder na contemporaneidade: tecendo olhares outros30 de agosto de 2018 às 07:00 Conhecimento, cultura e poder na contemporaneidade: tecendo olhares outros (0)
    As dimensões do conhecimento, da cultura, da economia e da política ganham novos contornos na contemporaneidade, rompem e ao mesmo tempo […]
  • 9 de julho de 2018 às 14:19 Start what? (0)
    Start what? Hello, folks! Vamos “startar” uma conversa? Você já deve ter ouvido alguém pronunciar esse neologismo, não? Bem… mas o que […]
  • A Rede no 1° EDUCOM5 de novembro de 2019 às 17:14 A Rede no 1° EDUCOM (0)
    Aos 22 de outubro de 2019, a Rede Anísio Teixeira participou do 1° EDUCOM. O encontro marcou o lançamento da Plataforma Educacional do […]
A Cultura Maker nas escolas

Nossos Colaboradores