Disciplina na UFBA discute ruptura democrática e o Golpe de 2016

No ano de 2016, o Brasil passou por um processo de ruptura traumático de sua democracia, com o impeachment que destituiu a Presidenta Dilma Rousseff, eleita com  54.501.118 votos .

Esse é um tema que desperta interesse de uma grande parte da sociedade, tendo em vista que há controvérsias em relação a legitimidade sobre o modo como tudo aconteceu. Segundo pesquisa do Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação, 47,9% dos brasileiros e brasileiras dizem que houve um golpe no país em 2016. Portanto, persiste, entre muitas pessoas,  o sentimento de que  o processo de impeachment não tenha sido legítimo. Esse contexto  abriu  possibilidade para  que as universidades pudessem criar disciplinas cujo objetivo é discutir as características da ruptura na democracia brasileira em 2016.

O melhor lugar para a condução desse debate é a universidade pública? Muitos acham que sim. Outros, acreditam que a universidade não deve servir a tal propósito. No entanto, já há quase cinquenta instituições no Brasil que abriram cursos para discutir o golpe de 2016.

No dia 05 de abril, a Universidade Federal da Bahia começou a ofertar a disciplina optativa Tópicos Especiais em História: “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, organizada pelo professor  Carlos Zacarias Figueirôa de Sena Junior. O Blog da Rede destaca na entrevista a seguir, o posicionamento do professor sobre a concepção, importância e objetivos da disciplina.

Nessa entrevista, ele destaca, ainda, a grande adesão dos estudantes e da comunidade acadêmica à disciplina, bem como as represálias que a UFBA  sofreu por levar adiante esse debate. Carlos Zacarias destaca que a universidade “se moveu para sua defesa”, enquanto lugar de profusão do pensamento autônomo e que tem liberdade para criar e aprovar suas disciplinas, o que é garantido pela LDB do país. Ele finaliza a entrevista destacando o atual  momento político, ao afirmar que “a geração que o encontrou na juventude ofereceu um país que estava transitando para a democracia e nós não podemos entregar para os nossos filhos um país que caminha para uma ditadura”.

Vamos, então, à entrevista com o professor Carlos Zacarias:

 

Veja também o vídeo a seguir, do quadro Histórias da Bahia,  o episódio Ditadura Militar. Para compreender como se deu o golpe militar de 1964 e as relações que guarda com o golpe de 2016:

 

Rede Anísio Teixeira.

 

REFERÊNCIAS:

Enciclopédia para entender o golpe de 2016 – https://www.cartacapital.com.br/revista/994/uma-enciclopedia-para-entender-o-golpe-de-2016

https://www.pragmatismopolitico.com.br/2018/03/universidades-curso-sobre-o-golpe.html

https://jornalggn.com.br/noticia/metade-dos-brasileiros-considera-que-dilma-sofreu-golpe-em-2016

 

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