Os limites de exposição nas redes sociais

Na sociedade atual, o crescente avanço tecnológico e a popularização das chamadas “Redes Sociais” têm sido bom para uns e ruim para outros. As relações humanas têm esfriado e a capacidade de se comunicar a distância pode ser a causadora disso. A ausência da necessidade de estar presente no mesmo local que alguém, para dialogar com o mesmo, é um ponto delicado. Há uma linha tênue nesta imersão nas redes sociais e isso causa uma barreira de isolamento entre você e aqueles que estão à sua volta.

De acordo com Magaldi Filho, a solidão é necessária, mesmo que em pequena quantidade, para o desenvolvimento pessoal de cada ser humano. Quando estamos sozinhos, percebemos quem realmente somos e descobrimos todas as faces de nossa personalidade. A morte, o nascimento e até o orgasmo são momentos de total solitude, mas  é importante saber diferenciar a solidão do sentimento de abandono, exclusão, isolamento ou desamparo. Para isso, é necessário uma boa dose de autoestima, que só pode ser atingida por meio do autoconhecimento. De qualquer modo, nossa sociedade de consumo acabou deixando a maioria das pessoas superficiais, alienadas de si mesmas, com um conjunto de medos, dependências, abusos e compulsões que acabaram transformando nossa realidade solitária em problema.

Portanto, é necessário tomar cuidado com o uso excessivo das redes sociais. Segundo o Correio 24 horas, jornal online, uma pesquisa realizada pela Amdocs, afirma que:

[…] em dez países apontam que os jovens entre 15 e 18 anos não desgrudam do celular: 64% costumam checar as redes sociais assim que acordam. Dentre os entrevistados no Brasil, 55% acreditam que seu smartphone os tornam mais espertos e legais. Dentre os aplicativos, os brasileiros, também, são os maiores usuários do Facebook (94%), YouTube (85%) e WhatsApp (84%). O levantamento foi realizado com 4.250 jovens, entre 15 e 18 anos, dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Rússia, Índia, Cingapura, Filipinas, México e Brasil (SALES, Mariana. “Jovens brasileiros são os mais dependentes das redes sociais”. Correio24horas. 21 de julho de 2016. Diária ed.)

É necessário se relacionar não só virtualmente, mas de maneira física também, de forma mais pessoal. O toque humano, o diálogo com algum amigo ou parente, até mesmo um abraço, pode evitar que alguém se sinta abandonado. Mas a pessoa também precisa ter seus momentos sozinha, para relembrar quem é de verdade, e não assumir traços de personalidades alheias, pois isso pode gerar um sentimento de não pertencimento. A pessoa pode se sentir “desencaixada”, sentir que não é ela mesma ou perder a essência interna que individualiza cada um.

Portanto, a melhor maneira de lidar com isso é: balanceando as porções do virtual e do real. É necessário ter controle do quão imerso seu filho ou sua esposa está na internet, para que não ocorra distanciamento entre você e as pessoas que ama.

Referências

SALES, Mariana. Jovens brasileiros são os mais dependentes das redes sociais. Correio 24 horas, Salvador, jul. 2016. Disponível em: < https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/jovens-brasileiros-sao-os-mais-dependentes-das-redes-sociais/ >. Acesso em 05 mai. 2018.

MAGALDI FILHO, Waldemar. Solidão (artigo). Disponível em:< http://www.waldemarmagaldi.com/artigos >. Acesso em 13 set. 2010.

 

Andrew Alexandre – Estudante do Colégio Estadual Pedro Calmon – Rede Estadual de Ensino da Bahia.

Professoras orientadoras: Soraya Selmann Santos de Miranda Morais e Maria Glória Santos Sousa.


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