Família, cultura e diversidade

Vem aí o ENEM e a gente aqui do blog está na torcida para que você faça boas provas! Mas só nossa torcida não é suficiente! Você precisa mesmo se preparar! A temida prova de redação, por exemplo, não é um bicho de sete cabeças! Apesar de não existirem fórmulas, ler bastante, manter-se informado e atualizado é fundamental para poder ter argumentos sólidos.

No exame de 2015 o tema foi “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. Note que é um tema amplo, assim como foi o de 2014 :””Publicidade infantil em questão no Brasil”. Nós não sabemos o que vai “cair” neste ano, mas podemos pensar em maneiras de “linkar” ideias entre a pluralidade cultural e a Biologia.

Em 2007   se falou de ” O desafio de se conviver com as diferenças”. Esses temas são acompanhados de 2 a 3 textos de apoio, que servem para orientar sua argumentação/dissertação. Utilize esses textos para fundamentar sua “tese”. Lembre que é necessário homologaolver seu texto em três etapas que se articulam: introdução, homologaolvimento e conclusão. E a coesão e coerência não podem ficar de fora.

E se o tema relacionasse família, cultura e diversidade, como você se sairia? A primeira coisa a se pensar são os conceitos embutidos no tema. Primeiramente, o que é família? É importante partir de um referencial e reunir o máximo de  informações. A ideia de homem e mulher se unindo no casamento para gerar descendentes ainda persiste, mas não é o único tipo de família na contemporaneidade. O Brasil, por exemplo,  legitimou a união estável (que pode ser convertida em casamento) entre pessoas do mesmo sexo a partir de 5 de maio de 2011 no julgamento conjunto da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) n.º 4277.

Fig.1 - Mapa dos direitos ao casamento entre homossexuais. Fonte: Max Fisher/Washington Post
Fig.1 – Mapa dos direitos ao casamento entre homossexuais. Fonte: Max Fisher/Washington Post

A homossexualidade é considerada crime em 76 países, a maioria deles localizados na África e no Médio Oriente, bem como nas Caraíbas e no Sudeste asiático, podendo ser punida com a morte em países islâmicos. Além do Brasil, o casamento homo afetivo é legal em mais 13 países: França, Espanha, Portugal, Suécia, Noruega, Islândia, Bélgica, Países Baixos, Nova Zelândia, Canadá, África do Sul, Argentina e Uruguai.

Nenhum brasileiro deveria ser discriminado por identidade de gênero ou orientação sexual, no entanto, na prática, o preconceito existe. E a família é a responsável primordial para educar seus filhos para o respeito à diversidade.

Fig. 2 - Tipos de família. Fonte: Wikipedia
Fig. 2 – Tipos de família. Fonte: Wikipedia

Os aspectos históricos da formação da família podem ser citados com base no patriarcado. Mas não podemos esquecer do modelo matriarcal, onde  algumas culturas conferem às mulheres a liderança da família e a transmissão de bens. Também poderíamos falar da herança genética como fator de diferenciação das  espécies e formação de etnias.

Como está demonstrado na figura acima, existem muitos tipo de arranjos familiares. Para   Petzold (1996) (apud Faco e Melchiori)  “o modelo nuclear de família composto por pai, mãe e seus filhos biológicos não é suficiente para a compreensão da nova realidade familiar que incorpora, também, outras pessoas ligadas pela afinidade e pela rede de relações”. O autor cita catorze variáveis para os tipos de relações familiares (tais como casais casados ou não;  com ou sem crianças; filhos biológicos ou adotivos; genitores morando juntos ou separados; relação heterossexual ou homossexual; cultura igual ou diferente) que combinadas, oferecem 196 tipos diferentes de família. São muitos os tipos de família, não é? Portanto, é preciso navegar pelo conhecimento e abranger de forma coerente os muitos aspectos que um tema pode apresentar!

Que tal assistir ao vídeo “Diversidade Sexual“?

Até mais!

Guel Pinna

Professora  da Rede de Ensino da Bahia