Mexa-se! “Xô” sedentarismo!

Olá!

Você sabe o que é atividade física? Kênia Mara Baiocchi, professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília, diz que : “A atividade física é qualquer movimento que você faça.É a caminhada, o passeio com o cachorro,subir escadas e etc.Quanto mais a pessoa se movimenta, mais ela quer se movimentar”,diz Kênia. E você, tem se movimentado?

Mexa-se! A prática de atividade física regular traz benefícios, físicos e mentais, para quem a pratica, eleva a autoestima, traz benefícios estéticos, chegando,inclusive, a promover a inclusão social. Olha que interessante!

No entanto, há uma certa desconfiança no tocante à prática de atividade física por portadores de necessidades especiais, sejam deficientes mentais, físicos, ou portadores de limitações de mobilidade. Vamos derrubar esse tabu?

Inicialmente,é preciso cuidados,logo: “Antes de ingressar à prática de atividades físicas e esportes em geral, é importante buscar uma avaliação do quadro clínico do futuro praticante, assim reduz-se o risco de futuras lesões e comprometimentos da saúde por práticas inadequadas às condições físicas.”

Para os portadores de necessidades especiais, a prática de atividade física é tudo de bom, pois : “Estudos clínicos apontam melhora de mobilidade, orientação, diminuição de incidência de depressão e também expressiva melhora na sociabilidade em portadores de necessidades especiais praticantes de atividades físicas regulares e de esportes.”

O que estamos esperando? Vamos incentivar práticas de atividades físicas destinadas aos portadores de necessidades especiais no âmbito escolar, abrindo possibilidades para que eles elevem sua autoestima, tenham alto rendimento escolar, banindo qualquer atitude preconceituosa por parte da comunidade, evitando a exclusão,discriminação e marginalização desses estudantes.

É nessa “pegada” que o Prof.º Rui César Cerqueira, atual gestor do CEBB -Colégio Estadual Barros Barreto, localizado em Paripe, subúrbio Ferroviário de Salvador,vem, há mais de 15 anos, através do Projeto “Arte Educação – Karatê-Dô na Escola” ministrando aulas de karatê para toda a comunidade escolar,inclusive para portadores de necessidades especiais.As atividades práticas são realizadas no espaço do CEBB ,de segunda a sexta-feira no horário das 17: 40h às 18: 40h. (Fig. 1)

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Fig. 1

Segundo Rui César : “O karatê é um esporte que vem acompanhado de uma filosofia de vida que incentiva o controle da ansiedade e a preparação para resolver problemas e cultivar valores. O projeto não está focalizado apenas na formação de atletas, mas na formação humana e inclusão social através dos esportes”. Seu primeiro aluno, portador de necessidades especiais, foi Luciano Ferreira dos Santos que, venceu as dificuldades por ter aprendido no karatê a superar as adversidades da vida, atualmente, é estudante do curso superior de Sistema de Informações (Fig.2); Adauto Menezes, após os treinos do karatê, está com a autoestima elevada, fortalecido para vencer as discriminações e preconceitos impostos pela sociedade (Fig.3).

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Fig. 2
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Fig. 3

André dos Santos Rosado, com a prática do karatê, melhorou a sua locomoção, passou a frequentar a escola e este ano vai concluir o Ensino Médio. Continua treinando e chegou ao grau de faixa preta 1.º dan. (Fig.4); Emerson de Jesus, há um ano, ingressou no karatê. Ele era uma criança retraída de pouca conversa, não participava de atividades em grupo, e foi diagnosticado com autismo. Há cerca de dois meses, a terapeuta chamou os pais para uma conversa e descartou toda possibilidade do diagnóstico avaliado por ela e por outra equipe de profissionais (Fig.5).

Hoje, o projeto atende 60 alunos da comunidade, homens,mulheres ,idosos, crianças e portadores de necessidades especiais.

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Fig. 4
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Fig. 5

Para o Prof.º Rui César, com o treinamento do karatê, os alunos aprendem a conquistar os seus espaços e lutar para realizar os seus sonhos, principalmente ,em relação à vida profissional e acadêmica. Atualmente, muitos alunos estão cursando ou concluíram o ensino superior, venceram o preconceito e a discriminação. “Espero alcançar um número maior de pessoas para passar a nossa filosofia de vida e trabalho, contribuindo efetivamente para a inclusão e a formação do cidadão,” diz o sensei.

E então ? Vamos refletir sobre o tema?

Até a próxima!

Ana Rita Medrado

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia.

Referências:

  1. http://www.releasevirtual.com.br/atividade-fisica-melhora-a-qualidade-de-vida-de-portadores-de-necessidades-especiais/#sthash.yQxUZJ82.dpbs . Acesso em 29 de julho/2015.
  2. http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2013-09-01/oms-recomenda-exercicios-fisicos-diarios-para-populacao-acima-de-18-anos . Acesso em 29 de julho/2015.
  3. https://pt.wikipedia.org/wiki/Exerc%C3%ADcio_f%C3%ADsico . Acesso em 30 de julho/2015.
  4. http://www.brasil.gov.br/saude/2014/05/pesquisa-revela-aumento-na-pratica-de-atividades-fisicas . Acesso em 30/07/2015.
  5. http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Atividade-Fisica-Para-Portadores-De-Necessidades/58454.html . Acesso em 30 de julho/2015.