Código de barras – Pura Matemática! (Parte 1)

CB

Olá, pessoal!

No mês em que o PW trata do tema “Trabalho e Consumo”, achei que seria uma boa oportunidade para reeditar o texto ‘Código de Barras – Pura Matemática’, publicado em julho de 2013 aqui no blog, a fim de corrigir alguns equívocos e trazer novas informações sobre o assunto. Então, vamos lá!

O Código de Barras é uma marca presente em todos os produtos hoje em dia. Mas, você sabe como ele funciona? Você já teve a curiosidade de saber o que aquelas barras e os dígitos representam? Pois bem. Agora você terá a oportunidade de verificar que Código de Barras é pura Matemática!

A HISTÓRIA: Por volta de 1966, a National Association of Food Chains (NAFC), a associação de redes de lojas de alimentos, norte – americana solicitou de um fabricante de equipamentos a aceleração do processo de checkout, o que ocasionou um dos primeiros sistemas de digitalização em uma loja, em Cincinnati, em 1967. Esse sistema lia o que parecia com um olho de boi, colocado no produto. Em 1969, a NAFC propõe a criação de um sistema de código de barras para toda a indústria e em 1973 surge o Uniform Grocery Code Council (UGCC), um comitê para controlar esses códigos, que mais tarde viria a se chamar UCC – Uniform Code Council (atual GS1, desde 2004), e que recomenda a adoção do Universal Product Code (UPC), usado até hoje nos supermercados dos EUA (tanto o UPC-A como o UPC-E) onde, no ano seguinte (1974), a filial de uma rede de supermercados é pioneira na instalação de um escâner UPC. O aparelho lê ali o primeiro produto com código de barras (os primeiros códigos de barras eram rótulos colocados em artigos, em vez de ser impresso na embalagem do produto como são hoje). Essa dupla (código e escâner), então, surgiu para auxiliar os mercados a aumentar a velocidade do processo de verificação na saída de produtos e melhorar o controle de inventário. Mais tarde, constatou-se a eficiência desse tipo de código e sua utilização foi estendida para todo o varejo rapidamente no que foi adotado na Europa, em 1977, com a criação do Europen Article Number (EAN), o código padrão europeu.

George Laurer é considerado o “pai do código de barras moderno”, embora os nortes – americanos Norman Joseph Woodland e Bernard Prata tenham recebido a patente do primeiro código de barras em 1952.

Em 1983, o Brasil adotou a automação, segundo o padrão europeu, e com ela o código de barras, a partir do qual cada produto passou a ser único, cada um com seu código, sua identidade, tornando possível avaliar, selecionar, e ter certeza de está adquirindo exatamente o produto que deseja. Com o código de barras ainda é possível rastrear sua compra em qualquer ponto da cadeia produtiva desde a matéria-prima para a fabricação do produto até o varejista, e daí ao consumidor final. Ele padroniza e simplifica os processos, reduz a ruptura de estoque, e tem o potencial de oferecer uma melhor proteção contra produtos falsificados. As informações que são relevantes estão nele. Isso tudo fez com que o código de barras gerasse um volume altíssimo de negócios e trouxesse agilidade e qualidade nas informações sobre o produto. “O conforto da vida moderna depende de um mundo automatizado e conectado”.

Neste contexto, surge a Associação Brasileira de Automação Comercial (ABAC), que em 1994 passou a se chamar EAN Brasil e em 2004, GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação; uma associação internacional multissetorial sem fins lucrativos, que dentre outras atribuições gerencia a distribuição dos códigos no mundo. A GS1 Brasil integra uma rede composta por 111 Organizações Membro ao redor do mundo, com sede em Bruxelas, sendo o padrão GS1 utilizado em 150 países, com mais de um milhão de empresas associadas.

Por Samuel Oliveira de Jesus

Professor de Matemática