Cadeira de rodas radical

Olá, pessoal!

Vamos falar mais um pouco mais sobre Física, Matemática e acessibilidade?

Então, vamos nessa!

Nesta semana, vamos conhecer a história de Aaron Wheelz, skatista e cadeirante, que é uma das maiores referências na prática de esportes radicais entre as pessoas com deficiência. Ele salta e faz manobras radicais nas rampas, inclusive o handplant, tudo isso que os skatistas e ciclistas fazem, só que usando a cadeira de rodas, no lugar do skate ou bicicleta. Aaron Wheelz é natural da Califórnia, Estados Unidos. Nasceu com uma malformação congênita chamada espinha bífida, que é caracteriza por um defeito na extremidade inferior da coluna vertebral, o que o impossibilitou de andar, mas não o impediu de praticar esportes. Aos oito anos de idade, vendo seu irmão mais velho praticar skate e BMX, resolveu tentar fazer o mesmo usando a sua cadeira de rodas e de lá pra cá não parou mais. Recentemente, Aaron Wheelz esteve em São Paulo para a inauguração da Mega Rampa, onde deu uma entrevista para o Programa Especial (confira!). Na ocasião, falou sobre a sua trajetória, desafios e da sua força de vontade para superar os seus próprios limites.

A Mega Rampa de São Paulo tem 26 metros de altura e aí você deve estar pensando:

– Só um louco pularia desta altura com uma cadeira de rodas, certo?

Eu diria que não! E não creio que Aaron Wheelz enfrenta a Mega Rampa porque é um gênio da Física e pode calcular todos os riscos.

rampa

IAT

Na verdade, a Física ajuda e muito, mas sem a habilidade de Wheelz, pouco poderia se fazer! A essa altura do solo (ponto 1), um indivíduo com uma massa de 100kg, acumula nada mais que 26000J de energia potencial, que durante a sua descida é convertida em energia cinética. Isso faz com que o skatista adquira na base da rampa (ponto 3) uma velocidade de aproximadamente 80 km/h, desprezando, é claro, as dissipações de energia ocorridas nesse trajeto. Em seguida, ocorre a transformação de energia cinética em potencial, fato que permite Wheelz afastar-se do solo e saltar o vão entre as duas rampas (ponto 4), sem que a cadeira de rodas descole do seu corpo. Isso ocorre porque a gravidade não age mais sobre ele, mas na velocidade do conjunto, fazendo com que o atleta não troque mais força com a cadeira. Portanto, eles seguem juntos na viagem para chegar até a segunda rampa. É o chamado estado de imponderabilidade, ou seja, ele está flutuando sobre a cadeira. Ao atingir o ponto cinco do trajeto, os efeitos do impacto são minimizados devido à inclinação da segunda rampa, e quanto mais próximo do seu início, mais suave será o seu pouso. Ao atingir o ponto seis, começa a agir a força centrífuga, que faz com que seu peso aparente aumente quase sete vezes, exigindo assim mais esforço da musculatura das costas e pescoço. E, para finalizar o seu percurso, a energia cinética é novamente convertida em potencial, o que permite a Wheelz adquirir altura e chegar ao ponto sete da trajetória, onde a manobra recomeça.

Já o projeto da rampa pode ser interpretado como uma função de várias sentenças, e poderíamos arriscar o palpite de que as sentenças são funções de grau 8 e 2, pelo menos.

Aproveite e aprenda um pouco mais sobre a vida de outros esportistas com deficiência, acessando http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3649 e assista ao Programa Especial, uma das séries produzidas pela TV Brasil e conheça também a história de Ítalo Romano, skatista, que tem as duas pernas amputadas e faz várias manobras super radicais no seu skate.

Se desejar saber mais sobre matemática nos esportes, assista aos vídeos:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2151

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/857

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2152

Além desses, você ainda pode assistir os vídeos da série ‘Etnomatemática’ e Ginga, da TV Anísio Teixeira, que pode ser acessada pelo AEW.

Bibliografia:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3649, acessado em 26/08/2014

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG84528-8489-207,00-SKATE+TAMBEM+E+FISICA.html, acessado em 26/08/2014

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