“Inclusão Digital” na África

E aí, galera!

Como você já sabe, a África carrega um histórico muito sofrido: de escravização de seus povos, colonização de terras, epidemias, de exploração de ouro, de diamantes, das técnicas agrícolas, das ciências e do genocídio de seus povos. E atualmente, vem enfrentando outro grande problema: grandes países, estão enviando os eletrônicos em final de vida útil para cidades da África, alegando contribuir com a inclusão digital, isso para não realizarem o descarte ideal dos equipamentos eletrônicos, pois para eles é mais fácil “doar” já que suas políticas de descarte são mais rígidas que as de exportação.

Com a falta de planejamento para o descarte ideal desses equipamentos, pois chegam com vida útil bastante reduzida, eles são armazenados de forma aleatória, gerando uma quantidade absurda de lixo eletrônico.

800px-AgbogbloshieEsse material, ao chegar no continente africano, operam por pouco tempo e logo é transformado em lixo, que é descartado no lixão/aterro, e são queimados para a retirada do cobre e comercialização do produto extraído no intuito de gerar renda e suprir suas necessidades. Contudo, esta atividade oferece sérios riscos à saúde das pessoas que inalam a fumaça a manuseiam os materiais, uma vez que a queima produz gazes nocivos e resíduos tóxicos.

Devido a grande Agbogbloshie_qquantidade de equipamentos que chega em Agbogbloshie e que são queimados, muitas crianças que trabalham na extração de cobre sofrem pelos diversos ferimentos e queimaduras causados neste processo. Há muitos casos de intoxicação pela fumaça, mas como não têm dinheiro para tratarem a saúde, elas continuam com o trabalho no lixão. Agbogbloshie é um bairro que fica localizada em Accra, a capital de Gana. Além das pessoas, é possível ver muitos animais no local do lixão. Próximo ao local, fica a zona comercial, uma espécie de feira livre.

Ou seja, os problemas sociais e de saúde pública gerados por esta problemática se agrava, pois um número maior de pessoas é atingido pela “rede” de contaminação estabelecidas por terceiras e quartas vias. Vale ressaltar que este tratamento dado ao continente africano é tido com naturalidade e ganha conotação de inclusão digital e democratização das mídias. Pois eles recebem “doações” de materiais eletrônicos que proporcionariam acesso ao mundo digital. Mas, será que este é o melhor fim para o material descartados em Agbogbloshie? Será isso, realmente, uma atividade de inclusão digital? Ou ainda há muito a repensar sobre isso?

Faça sua análise e compartilhe conosco!

É isso aí, turma!

Até a próxima!

Link da galeria do fotógrafo Andrew McConnell: http://andrewmcconnell.photoshelter.com/gallery/G0000oLuiBLHIsmM

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