CINE PW: Quanto vale ou é por quilo?

Salve, salve, galera!

Em mais uma edição do Novembro Negro, espaço em que nos propomos a dialogar com vocês sobre as várias temáticas que remetem a este assunto, o que nos permite discutir de que forma se valoriza @s negr@s em nossa sociedade. Nossas indicações de filmes seguem no clima dos debates em torno da temática que abarcam os povos negros, trazendo sempre obras que abordam a maneira como @s negr@s foram e são inserid@s na vida social. O que englobam as políticas públicas, políticas afirmativas, educação, expressões artísticas e etc.

Hoje, a proposta é a analisarmos as problemáticas sociais abordadas no filme “Quanto vale ou e por quilo?”, do diretor Sérgio Bianchi, cujas histórias retratadas são passíveis de várias análises quanto às formas de explorações que os povos negros estiveram e estão submetidos, comparando os tempos e sistemas políticos distintos: ora explorado pelo sistema escravista da colonização e do imperialismo, no passado; ora pelo sistema capitalista de uma outra estrutura política do tempo presente. O filme foi inspirado no conto “Pai contra Mãe“, extraído do livro “Relíquias de Casa Velha” (1906), de Machado de Assis.

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A abordagem do filme é análoga entre o antigo comércio de escravizados e a atual exploração de mão de obra pelo “marketing social”, onde a pobreza de um povo é mercadologicamente explorada. Comparando-os através do tempo as funções desempenhadas pelo capitão do mato (capturador de escravizados fugitivos), e o sistema de políticas afirmativas instalado numa comunidade carente. Se, no passado, o capitão é movido pelo lucro imediato, explícito na história; no presente, a política social aplicada na comunidade tem como interesse, em certa medida, um retorno lucrativo. Ou, como resume numa fala, o personagem Ricardo Pedrosa, “quem financia a solidariedade hoje, está preocupado com o retorno!”

Aproveite a oportunidade para refletir sobre o conteúdo. Boa sessão!