Hiroshima e Nagasaki – 68 anos após as explosões

No dia 06 agosto de 1945, exatamente 68 anos atrás, uma bomba selou o destino da cidade japonesa de Hiroshima. Três dias depois, no dia 09 de agosto, foi a vez da cidade de Nagasaki. Lançadas por bombardeiros da força área dos Estados Unidos, sob as ordens do então presidente Harry S. Truman, o poder de destruição das bombas arrasou as duas cidades e matou milhares de pessoas. O governo japonês não encontrou outra alternativa a não ser se render em 15 de agosto de 1945, e assim, em 2 de setembro do mesmo ano acabava a Segunda Guerra Mundial.

A bomba que arrasou Hiroshima matando cerca de 166 mil pessoas, era chamada de “Little Boy” (figura 1) e possuía 60 quilos de urânio (92U). A energia nuclear foi liberada a partir de uma reação em cadeia iniciada por uma explosão que ocorreu a 576 metros de altura. Seu poder de destruição foi comparado ao de 15 mil toneladas de dinamite.

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Figura 1: Little Boy

Fonte: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Atombombe_Little_Boy.jpg

Já em Nagasaki, a bomba chamada “Fat Man”  (figura 2) foi construída com plutônio (94Pu). Explodiu a cerca de 600 metros de altura e destruiu construções, causando uma onda de choque, calor e forte radiação que vitimou aproximadamente 80 mil pessoas.

A estimativa das mortes foi feita durante os quatro primeiros meses após o bombardeio das duas cidades. Porém, a metade das mortes ocorreu no primeiro dia de bombardeio em cada cidade. O departamento de saúde da prefeitura de Hiroshima estimou que, das pessoas que morreram no dia da explosão, 60% morreram de queimadura por chama ou calor, 30% a partir de destroços e 10% por outras causas. Durante os meses seguintes, um grande número de pessoas morreu por causa do efeito das queimaduras, doenças da radiação e outras lesões.

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Figura 2: “Fat Man

Fonte: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Mk4_Fat_Man_bomb.jpg

As bombas atômicas foram construídas a partir do conhecimento da ciência sobre as propriedades da matéria, especificamente da energia contida nos átomos que é liberada em processos de fissão e fusão nuclear. A tecnologia necessária para essa construção foi homologaolvida pelo grupo de cientistas do Projeto Manhattan que tinha como objetivo inicial criar uma bomba contra a Alemanha nazista. Alguns cientistas, incluindo Albert Einstein, disseram ter se arrependido do sucesso do projeto.

Atualmente a energia nuclear e a radioatividade são usadas na produção de energia, em diagnósticos clínicos e em tratamentos como a radioterapia. Este é um exemplo de como o conhecimento científico pode ser usado para salvar vidas ou para tirar vidas e se contrapõe ao argumento de neutralidade da ciência. Que tal um debate sobre essas aplicações totalmente opostas? Proponha a pesquisa e o debate sobre este tema fascinante em sua sala de aula.

Para entender mais sobre radioatividade e seus efeitos, acesse o AEW – Ambiente Educacional WEB – e busque pelo tema. Você poderá achar, entre outros conteúdos, a animação “A Mina” (ou acesse o link: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/149)

Outro conteúdo catalogado no AEW é uma sequência com três episódios chamada “ Noções de Física Moderna”. O episódio dois traz informações sobre a energia nuclear que pode ser empregada em um bomba atômica e está disponível no link: <http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/587>

Além destes conteúdos, vários vídeos sobre o tema estão disponíveis no YouTube.

Fontes para pesquisa:

http://en.wikipedia.org/wiki/Atomic_bombings_of_Hiroshima_and_Nagasaki

http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto_Manhattan

http://www.infoescola.com/historia/bombas-de-hiroshima-e-nagasaki/

Contribuição do professor Ródnei Souza

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