Cine PW: "O Auto da Compadecida", "Orfeu" e "O Pagador de Promessas"

Olá, turma!

O Cine PW está pra lá de especial, afinal hoje prestamos nossas reverências àqueles(as) que fazem da arte de representar um grande espetáculo, seja nos tablados dos grandes teatros, nas escolas ou nos palcos das ruas.

O Cine PW traz para vocês peças teatrais que foram adaptadas para o cinema, e a primeira indicação é a obra prima do escritor Ariano Suassuna:

O Auto da Compadecida

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“O Auto da Compadecida” é uma peça teatral em forma de auto, em três atos escrita em 1955 pelo autor brasileiro Ariano Suassuna. Sua primeira encenação foi em 1995, em Recife, Pernambuco. Posteriormente houve nova encenação em 1974, com direção de João Cândido.

É um drama do Nordeste do Brasil. Insere elementos da tradição da literatura de cordel,de gênero comédia apresenta traços do barroco católico brasileiro, mistura cultura popular e tradição religiosa. Apresenta na escrita traços de linguagem oral por demonstrar na fala do personagem sua classe social, apresenta também regionalismos pelo fato de a história se passar no nordeste.

Orfeu

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O roteiro é baseado numa peça do poeta Vinícius de Moraes, adaptada por João Emanuel Carneiro, Cacá Diegues, Paulo Lins, Hamílton Vaz Pereira e Hermano Vianna.

“Orfeu” é inspirado na mitologia grega, na história de Orfeu e Eurídice. A adaptação ambientou a obra no Brasil, em uma favela do Rio de Janeiro, na época do Carnaval e é uma história romântica sobre o amor impossível de Orfeu, um compositor de escola de samba, e Eurídice. O amor entre eles é impedido por Lucinho, chefe do tráfico local.

O Pagador de Promessas

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“O Pagador de Promessas é um filme brasileiro de 1962, um drama escrito e dirigido por Anselmo Duarte e baseado na peça teatral homônima de Dias Gomes.

O filme conta a história de Zé do Burro é um homem humilde que enfrenta a intransigência da Igreja ao tentar cumprir a promessa feita em um terreiro de candomblé de carregar uma pesada cruz por um longo percurso.

Zé do Burro é o dono de um pequeno pedaço de terra no Nordeste do Brasil. seu melhor amigo é um burro. Quando este adoece, Zé faz uma promessa à uma mãe de santo do candomblé: se seu burro se recuperar, promete dividir sua terra igualmente entre os mais pobres e carregará uma cruz desde sua terra até a Igreja de Santa Bárbara em Salvador, onde a oferecerá ao padre local. Assim que seu burro se recupera, Zé dá início à sua jornada.

O filme se inicia com Zé, seguido fielmente pela esposa Rosa, chegando à catedral de madrugada. O padre local recusa a cruz de Zé após ouvir dele a razão pela qual a carregou e as circunstâncias “pagãs” em que a promessa foi feita. Todos em Salvador tentam se aproveitar do inocente e ingênuo Zé. Os praticantes de candomblé querem usá-lo como líder contra a discriminação que sofrem da Igreja Católica, os jornais sensacionalistas transformam sua promessa de dar a terra aos pobres em grito pela reforma agrária. A polícia é chamada para prevenir a entrada de Zé na Igreja, e ele acaba assassinado em um confronto violento entre policiais e manifestantes a seu favor. Na última cena do filme, os manifestantes colocam o corpo morto de Zé em cima da cruz e entram à força na catedral.

Confiram aqui o post sobre o Teatro e as peças produzidas pela TV Anísio Teixeira.

Até a próxima, pessoal!

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