Poesia ajuda a transformar aulas de história

O professor Flávio Márcio Cerqueira do Sacramento mudou o tom das aulas de história nos colégios estaduais Professora Ana Bernardes (Cajazeiras VI) e Edvaldo Brandão Correia (Cajazeiras IV). Desde que ele adotou a poesia como parceira para ensinar, a disciplina ganhou fama e sucesso entre os estudantes.

Licenciado em história pela Universidade Federal da Bahia, o professor Flávio, que soma 12 anos de carreira na rede estadual, é apaixonado por literatura. “Os primeiros versos que apresentei em sala de aula foram de Fernando Pessoa, o poema Mar Português. A partir daí, vi que era mesmo possível utilizar bem essa linguagem, mas também senti a dificuldade para encontrar livros que atendessem ao objetivo do meu trabalho”.

A dificuldade impulsionou Flávio Márcio a dar um grande passo. Há três anos, ele mesmo passou a versar sobre a história do País. A inspiração já lhe rendeu 180 textos, compilados no caderno Trilhos da História do Brasil. A expectativa agora é de que o material venha a se tornar um livro.

Trilhos – As poesias contam o Brasil Colonial, o Brasil Imperial e o Brasil Republicano. São inúmeras passagens, aspectos e personagens da nossa história revividos e vividos em versos.

“Minha ideia é motivar o aluno a estudar mais, a buscar outras referências, a aprofundar a leitura”, explica o professor. Flávio garante que o uso da poesia como aperitivo para despertar o gosto pelos livros e o interesse pela história tem surtido bons resultados. “A aula se tornou mais interessante, mais leve. Os textos não são longos e as rimas atraem. Eles passaram a questionar, sugerem alterações e eu aceito porque o material é para eles. Eles me ajudam a construir”.

O estudante Anísio Neto (Colégio Estadual Ana Bernardes), de 17 anos, lembra o dia em que o professor trouxe a novidade para a sala de aula. “Ele chegou com um monte de cópia e foi muito bem aceito”.

A poesia deixou a aula de história tão empolgante que o colega de Anísio, Carlos Felipe de Jesus não se satisfaz mais em ler somente os poemas do professor Flávio. “Quem não gostava de história passou a gostar. Quem achava difícil, teve mais facilidade para aprender. Até as provas ficaram melhores. Agora, eu pesquiso tudo nos livros e na internet também”, afirma Carlos Felipe.

Fonte: http://www.iat.educacao.ba.gov.br/node/2746