Estudantes baianos ganham prêmio nacional

Os estudantes baianos da rede pública de ensino, Mirela de Jesus Andrade e Lucas Borges de Santana, foram premiados na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia – FEBRACE, edição 2012, que ocorreu em março no campus da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP, na capital paulista.

Criatividade e reflexão – A Feira Brasileira de Ciências e Engenharia é um movimento nacional de estímulo ao jovem cientista, que todo ano realiza na USP uma grande mostra de projetos. Ela assume um importante papel social de incentivadora da criatividade e da reflexão em estudantes da educação básica, através do homologaolvimento de projetos com fundamento científico nas diferentes áreas das ciências e engenharia.

O projeto homologaolvido por Lucas Borges, 16 anos, e orientado pela professora Cláudia de Souza Santana, do Colégio Estadual Nossa Senhora de Fátima, localizado no município baiano de Fátima, foi um dos premiados na categoria Estudar Ciência. Lucas criou um sistema de segurança para fogões contra acidentes domésticos com o objetivo de eliminar o índice de mortalidade envolvendo acidentes com panelas. “Foi através da feira de ciências que percebi que nas escolas públicas também existem pessoas capazes. Porque ciência não é feita somente em universidades e empresas, ela também acontece na escola. E com o projeto constatei que também sou capaz, assim como todos os outros participantes”, explica Lucas.

O outro trabalho premiado, na categoria Most Outstanding Exhibit in Material Science, foi o homologaolvido pela estudante Mirela de Jesus Andrade, aluna do Colégio Estadual José Lourenço de Carvalho, situado na cidade baiana de Jeremoabo. O projeto, intitulado Geografia da Fome e orientado pelo professor Jailson Sangnetti, identifica os problemas que contribuem para a manutenção de pessoas abaixo da linha de pobreza, e tem o intuito de alertar a sociedade sobre os males que esses fatores vêm causando ao homologaolvimento educacional. “O diferencial que a feira nos trouxe foi o de sensibilizar a comunidade através do nosso projeto. Enquanto estávamos somente na escola, nem os próprios alunos acreditavam que fôssemos ter tanto destaque, mas apostamos no nosso trabalho e hoje estamos aqui”, conta Mirela.

Fomento à pesquisa – Segundo Rogério de Jesus, coordenador da I Feira de Ciências da Bahia, o evento representou o início de um projeto que visa estabelecer a pesquisa como instrumento norteador para a transformação curricular, na Educação Básica, e o fomento à iniciação científica. “Toda implementação de uma nova proposta é cercada de incertezas e desafios e não foi diferente com a primeira edição desse projeto. No entanto, a premiação de dois trabalhos em uma das maiores feiras de ciências do país é o indicador de que estamos no caminho certo e precisamos do esforço conjunto para a consolidação dessa proposta”, pontua Rogério.

O coordenador antecipa que esse ano, para a II Feira de Ciências da Bahia, o número de projetos será maior. “Esperamos continuar encaminhando nossos jovens às diversas feiras que ocorrem por todo o Brasil, possibilitando o intercâmbio e a troca de experiência dos estudantes e professores baianos com profissionais de outros estados”, conclui.

Desde 2003, a FEBRACE tem descoberto novos talentos e gerado oportunidades para os estudantes e professores. Na edição de 2012, foram submetidos 1505 trabalhos baianos, sendo oito deles oriundos da I Feira de Ciências da Bahia, organizada pelo Instituto Anísio Teixeira – IAT, em 2011, que reuniu 325 trabalhos de 748 jovens de todas as partes do Brasil.

Fonte: http://www.iat.educacao.ba.gov.br/node/2808