2 de fevereiro: fé, tradição e consciência ambiental

Oi, Pessoal!

Hoje, é dia dois fevereiro, e como em todos os anos, acontece a festa em homenagem a Iemanjá, orixá das águas do mar e seu ecossistema. O festejos se concentram na colônia de pescadores, na igreja e no mar do Rio Vermelho.

Neste dia muitos presentes são levados nas dezenas de barcos ao som de muitos fogos e saudações até o alto mar, enquanto outros são deixados ali mesmo na chegada. O mais importante para os devotos é que a ‘rainha do mar’ aceite suas ofertas. Ainda é madrugada quando começam a chegar os primeiros grupos de pessoas vindas de várias partes da cidade em direção ao bairro levando suas oferendas para a Colônia de Pescadores e mais tarde lançá-las nas águas.Segundo alguma lendas, os presentas que retornam e ficam na areia são aqueles que não foram aceitos pela dona das águas.

Existe, atualmente, uma preocupação por parte de ambientalistas que alertam sobre os presentes jogados ao mar que não se decompõem, como os frascos de perfumes, feitos em plástico. Muitos animais marinhos morrem ao ingerir esses presentes ou podem sofrer alguma mudança em decorrência do contato com estes resíduo. Os pescadores e demais organizadores dos festejos já  planejam o evento preocupados também com o aspecto ecológico que envolve a festa.

E durante todo dia rolam festas que se espalham nos quatro cantos do Rio Vermelho. São várias barracas servindo muitas comidas e bebidas. Carros de som circulam, dando mais um toque de alegria, grupos de samba de roda, blocos afros, capoeiristas, entre tantos outros contagiando a galera que, animada, segue noite adentro.

Um pouco de História:

– Conta a história que essa festa começou na década de vinte (1923), com um grupo de 25 pescadores que se juntaram para fazer oferenda a Iemanjá, pedindo-lhe que abrandasse o mar e aumentasse fartura de peixes, pois naquele período as pescarias não estavam lhes rendendo bons lucros. Então passaram a levar presentes. Muitos pescadores costumam fazer ofendas com a imagem de um cavalo-marinho, por considerá-lo guardião da casa de Iemanjá. Por isso sempre usam essa figura como forma de homenagem.

A festa de Iemanjá, é mais uma demonstração de fé do baianos, fazendo parte da cultura desse povo, que sabe unir como nenhum outro, devoção e alegria.

 Viva a alegria desse povo!!!!

Fonte: http://www.culturatododia.salvador.ba.gov.br/festa-modelo.php?festa=8