Dia Nacional do Samba

Como disse Dorival Caymmi:

♪♫♪ “Quem não gosta de samba bom sujeito não é
É ruim da cabeça ou doente do pé
Eu nasci com o samba no samba me criei
e do danado do samba nunca me separei”♫♪♫

Como Bom baiano que sou não poderia deixar de falar desse ritmo tão brasileiro que é o samba, mas vamos deixar que o próprio samba conte o enredo.

O Samba e um gênero musical que surgiu no Brasil, mas que tem suas raízes na África.  Acredita-se que o termo “samba” foi uma corruptela de “semba” (umbigada), palavra de origem africana – possivelmente oriunda de Angola ou Congo, de onde vieram a maior parte dos escravos para o Brasil.

O Semba era um tipo de dança de roda praticada em Angola e em várias regiões do Brasil, principalmente no recôncavo na Bahia. No centro de um círculo e ao som de palmas, coro e objetos de percussão, o dançarino solista, em requebros e volteios, dava uma umbigada num outro companheiro a fim de convidá-lo a dançar, sendo substituído então por esse participante.

Em meados do século XIX, a palavra samba definia diferentes tipos de música introduzidas pelos escravos africanos, sempre conduzida por diversos tipos de batuques, mas que assumiam características próprias em cada Estado brasileiro, não só pela diversidade das tribos de escravos, como pela peculiaridade de cada região em que foram assentados. Algumas destas danças populares conhecidas foram: bate-baú, samba-corrido, samba-de-roda, samba-de-chave e samba-de-barra-vento, na Bahia; coco, no Ceará; tambor-de-crioula (ou ponga), no Maranhão; trocada, coco-de-parelha, samba de coco e soco-travado, no Pernambuco; bambelô, no Rio Grande do Norte; partido-alto, miudinho, jongo e caxambu, no Rio de Janeiro; samba-lenço, samba-rural, tiririca, miudinho e jongo em São Paulo.

Então vamos sambar ??!!

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Na Bahia o Samba adquiriu denominações suplementares, conforme as variações coreográficas – por exemplo, o “samba-de-chave”, em que o dançarino solista fingia procurar no meio da roda uma chave, e quando a encontrava, era substituído. A estrutura poética do samba baiano obedecia à forma verso-e-refrão – composto de um único verso, solista, a que se segue outro, repetido pelo coro de dançarinos de roda como estribilho. Não havendo refrão, o samba é denominado samba-corrido, variante pouco comum. Os cantos tirados por uma cantador, que é um dos instrumentistas ou o dançarino solista.

Outra peculiaridade do samba baiano era a forma de concurso que a danças às vezes apresenta, que era uma disputa entre os participantes para ver quem melhor executava seus detalhes solistas. Afora a umbigada, comum a todo o samba, o da Bahia apresentava três passos fundamentais: corta-a-joca, separa-o-visgo e apanha-o-bago. Há também outro elemento coreográfico, dançado pelas mulheres: o miudinho.

Para compor a roda de samba eram utilizados instrumentos como o pandeiro, o violão, o chocalho, pratos e, às vezes, as castanholas e os berimbaus.

Agora que vocês sabem como surgiu o samba não se faça de rogado, entre nessa roda, pois: “Samba da minha terra deixa a gente mole quando se canta todo mundo bole, quando se canta todo mundo bole”.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Samba